Embora a tartaruga-gigante-de-galápagos seja frequentemente citada como uma das criaturas mais longevas do mundo, ela não é a única espécie do animal capaz de viver por bastante tempo, tendo em vista que existem tartarugas marinhas com quase 100 anos.
Adaptado para viver em mares e oceanos, o réptil possui nadadeiras no lugar das patas, que além de torná-los capazes de percorrer longas distâncias entre as águas agitadas, ainda o diferem totalmente das espécies terrestres.
E embora também possuam respiração pulmonar, as tartarugas marinhas permanecem submersas durante a maior parte de suas vidas, deixando o ambiente aquático apenas em situações específicas. Entre essas ocasiões, destaca-se o período de desova, quando as fêmeas se dirigem à areia para depositar seus ovos.
Por conta disso, os animais enfrentam desafios desde o momento em que nascem, pois enquanto se encaminham para a água, os filhotes podem se tornar alvo de diversos predadores naturais, como caranguejos, aves e outros répteis.
A chegada no oceano também não reduz os perigos, já que em certo momento da vida, as tartarugas passam a viver em zonas mais profundas, onde estão expostas a diferentes tipos de risco. Porém, caso consigam sobreviver, elas podem viver por décadas.
Longevidade em risco: ameaças à existência das tartarugas marinhas
Mesmo sendo um animal durável, encontrar tartarugas marinhas centenárias tem se tornado um fenômeno cada vez mais raro, uma vez que o número de ameaças à sobrevivência da criatura aumentou expressivamente com o passar do tempo.
Além de lidar com predadores naturais, o animal também sofre por conta da poluição da água, pesca acidental, caça predatória, tráfico ilegal de ovos, efeitos do aquecimento global e até mesmo pelo turismo desordenado, que afeta seus habitats naturais.
Dessa forma, manter seu posto como uma criatura longeva se tornou uma tarefa extremamente difícil, mesmo com diversas leis e iniciativas voltadas para a proteção de sua existência.





