Uma tecnologia amplamente utilizada nos Estados Unidos começa a ganhar espaço nos canteiros de obras brasileiros e promete mudar a forma como casas e prédios são construídos no país. O modelo já começou a ser utilizado inclusive em projetos ligados ao programa Minha Casa Minha Vida.
O sistema conhecido como ICF (Insulated Concrete Forms, ou Formas Isoladas de Concreto) aposta em blocos de EPS — popularmente chamados de “isopor” — preenchidos com concreto para acelerar obras e melhorar o isolamento térmico dos imóveis.
Sistema promete mais conforto e redução no tempo das obras
A técnica já recebeu aprovação para operação nacional por meio do sistema IFORMS, primeiro modelo totalmente brasileiro autorizado a funcionar no país até 2028. A expectativa do setor é de que a novidade abra espaço para construções mais rápidas, econômicas e eficientes.
Diferente da alvenaria tradicional, o método utiliza formas modulares que se encaixam como peças de montagem. Após a instalação, as estruturas são preenchidas com concreto e permanecem integradas à parede. Isso reduz etapas da obra e diminui a necessidade de acabamento pesado, como reboco.
Além da velocidade na execução, o principal atrativo do ICF está no isolamento térmico e acústico. As placas de EPS funcionam como barreiras contra calor e ruído, mantendo os ambientes internos mais estáveis em diferentes temperaturas.
Um estudo publicado na revista científica HOLOS apontou desempenho superior do sistema em comparação com tijolos cerâmicos e blocos de concreto usados no Brasil, especialmente em cenários de calor intenso e frio.
Apesar das vantagens, o custo inicial ainda é visto como desafio. Os materiais podem ser mais caros que os da construção convencional e exigem mão de obra especializada. Ainda assim, especialistas afirmam que a economia no acabamento, na climatização e no tempo de execução pode compensar o investimento ao longo da obra.





