A inclusão da tilápia na Lista Nacional Oficial de Espécies Exóticas Invasoras provocou discussões significativas no Brasil. A decisão foi anunciada pela Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) no início de novembro, desencadeando preocupações entre os produtores locais devido a possíveis restrições no cultivo do pescado.
A tilápia é crucial para a aquicultura brasileira, representando aproximadamente 68% da produção de peixes cultivados no país. Esta produção é uma fonte vital de emprego e renda, especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste.
O Ministério do Meio Ambiente esclareceu que a medida possui caráter preventivo e não interfere diretamente no cultivo comercial já autorizado pelo Ibama. Entretanto, produtores temem que a classificação como espécie invasora possa resultar em burocracia adicional e novas exigências para o licenciamento ambiental, afetando negativamente o setor.
Controle
A inclusão justifica-se pelo potencial da tilápia de causar desequilíbrios ecológicos ao competir com espécies nativas, uma vez que é originária do Rio Nilo. Medidas sugeridas para minimizar a dispersão incluem técnicas de manejo como a reversão sexual e o uso de barreiras físicas em viveiros, reduzindo o risco de escape para rios e lagos.
Setor produtivo em alerta
Os representantes do setor expressam preocupações sobre possíveis medidas restritivas adicionais por parte das legislações estaduais ou municipais.
O tema será abordado em reuniões futuras da Conabio previstas para novembro. A Comissão de Agricultura da Câmara já convidou a ministra Marina Silva para esclarecer a inclusão da tilápia na lista.





