Item quase obrigatório na cozinha de todo brasileiro, o azeite de oliva sofreu aumentos significativos nas prateleiras — e a notícia ruim é que ele deve continuar pesando no orçamento em 2026.
Apesar da expectativa de recuperação da produção nacional após anos difíceis, especialistas e produtores indicam que isso não será suficiente para aliviar os preços ao consumidor.
Produção reage, mas ainda é pequena frente ao consumo
Depois de dois anos consecutivos de quebra de safra, a olivicultura brasileira entra em 2026 com perspectivas mais otimistas. Segundo o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), a produção nacional pode crescer ao menos 55% neste ano, impulsionada por condições climáticas mais favoráveis, especialmente no Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 70% do azeite produzido no país.
O volume deve ficar entre 300 mil e 400 mil litros, superando os resultados fracos de 2024 e 2025.
Ainda assim, o avanço tem limites claros. O Brasil consome aproximadamente 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional responde por menos de 1% dessa demanda. Esse desequilíbrio estrutural impede que uma safra melhor se traduza automaticamente em preços mais baixos nas prateleiras.
Dados reunidos em reportagens da CNN Brasil mostram que, mesmo com a recuperação parcial da oferta europeia, o mercado segue pressionado. Entre 2023 e 2024, o azeite foi um dos vilões da inflação, acumulando altas expressivas. Houve recuo recente nos preços, mas especialistas avaliam que ele não deve se sustentar no médio prazo.
Produtores ouvidos pela imprensa também destacam que a safra de 2026 tem caráter de recuperação, após prejuízos causados por excesso de chuvas e alta umidade. Além disso, regiões como a Serra da Mantiqueira enfrentam custos elevados de produção devido ao relevo e à baixa mecanização.
Fontes: Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva); CNN Brasil; entrevistas de produtores e especialistas do setor publicadas em Dinheiro Rural.





