A partir de outubro de 2025, quem pretende se tornar cidadão americano vai enfrentar um processo mais rígido. O governo Trump aprovou uma nova versão da prova de naturalização, que aumenta o número de questões e a quantidade de acertos obrigatórios.
As mudanças, anunciadas pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS), fazem parte de um esforço para tornar o exame mais exigente e garantir, segundo o governo, que os futuros cidadãos estejam “plenamente assimilados” ao país.
O que muda na prova de cidadania
O novo teste será aplicado a todos os pedidos de cidadania feitos a partir de 20 de outubro de 2025. A alteração mais significativa é o número de acertos necessários: antes, o candidato respondia 10 perguntas e precisava acertar 6. Agora, serão feitas até 20 questões, e o candidato só passa se acertar 12. O banco de perguntas também aumentou, passando de 100 para 128 opções possíveis, o que deixa o estudo mais amplo e menos previsível.
Segundo o USCIS, o avaliador continuará fazendo perguntas até que o candidato seja aprovado ou reprovado. Ou seja: se a pessoa acertar as 12 primeiras questões, o teste pode ser encerrado ali mesmo. Atualmente, a taxa de aprovação é de 91%, e cada candidato tem duas chances antes de reiniciar todo o processo.
As mudanças não são inéditas. No fim de seu primeiro mandato, Trump já havia implementado uma versão revisada da prova, usada entre dezembro de 2020 e abril de 2021, depois descartada pelo governo Biden. Na época, críticas surgiram por perguntas consideradas ideológicas ou pouco objetivas.
A aplicação de testes de cidadania nos EUA é antiga — começou no início do século XX —, mas só ganhou formato padronizado após a Lei de Segurança Interna de 1950, que estabeleceu o conhecimento de história e civismo como requisito para naturalização.





