A extinção escala 6×1 — modelo em que o funcionário atua seis dias por semana e descansa apenas um — está caminhando aos poucos para acontecer. O governo federal informou que pretende votar ainda no primeiro semestre deste ano o fim desse tipo de escala, tão comum em comércios.
A proposta é tratada como prioridade pelo Palácio do Planalto e já avança nas discussões dentro do Congresso Nacional.
Governo quer reduzir jornada sem cortar salários
A informação foi confirmada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov. Segundo ele, a meta do governo é estabelecer, de forma gradual, uma jornada máxima de cinco dias de trabalho por dois de descanso, totalizando 40 horas semanais, sem redução salarial e válida para todos os setores da economia.
A mudança, de acordo com o ministro, busca corrigir um modelo considerado desgastante e pouco compatível com a vida moderna. Para o governo, o fim da escala 6×1 representa mais qualidade de vida, tempo para a família, para os estudos e para a qualificação profissional.
Apesar do avanço nas negociações, a proposta enfrenta resistência de setores empresariais, que alegam impactos econômicos. Ainda assim, o governo afirma estar confiante de que a medida pode ser votada ainda neste semestre, oferecendo uma resposta concreta a milhões de trabalhadores que hoje vivem sob jornadas consideradas exaustivas.
Além da discussão sobre a escala de trabalho, o Executivo também colocou no centro da agenda a regulamentação do trabalho por aplicativos. Um grupo de trabalho formado por representantes das empresas e dos trabalhadores deve apresentar um relatório até o fim do mês.
Entre os pontos defendidos pelo governo estão a garantia de remuneração mínima, acesso à Previdência Social, criação de pontos de apoio e maior transparência nos algoritmos usados pelas plataformas.





