Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos e candidato novamente à Casa Branca, abriu mais uma batalha contra a imprensa. O alvo, desta vez, é o The New York Times, jornal americano de alcance mundial, lido e respeitado também no Brasil.
Trump ingressou com um processo de US$ 15 bilhões (cerca de R$ 80 bilhões), acusando o veículo e quatro de seus jornalistas de difamação e disseminação de “notícias falsas” em favor do Partido Democrata.
Ex-presidente acusa “fake news” e pede indenização de quase R$ 80 bilhões
A ação, protocolada em um tribunal da Flórida, destaca reportagens e trechos de um livro escrito pelos repórteres Susanne Craig e Russ Buettner. Segundo a defesa do republicano, os textos prejudicaram sua imagem e configuraram interferência eleitoral, já que o NYT declarou apoio público à democrata Kamala Harris na última disputa presidencial.
Não é a primeira vez que Trump recorre à Justiça contra grandes meios de comunicação. Em julho, ele já havia processado o Wall Street Journal por causa de reportagens envolvendo um bilhete atribuído a ele e ligado ao financista Jeffrey Epstein.
Outros alvos recentes foram a ABC News e a Paramount, que encerraram disputas por meio de acordos milionários, de US$ 15 milhões e US$ 16 milhões, respectivamente.
Desta vez, Trump afirma que o Times traiu seus princípios de objetividade jornalística e se transformou em um “fornecedor implacável de mentiras”. Em publicação na sua plataforma Truth Social, ele classificou o jornal como “um dos mais degenerados da história americana”.
Mesmo com derrotas anteriores em casos semelhantes, o ex-presidente mantém a estratégia de processar veículos de comunicação, movimento que analistas veem como parte de sua narrativa política de perseguição midiática e tentativa de mobilizar sua base eleitoral.





