O Brasil, na década de 1980, desenvolveu secretamente um plano para criar uma arma nuclear, integrando-se, assim, a um grupo seleto de países com essa capacidade militar. Este projeto, conhecido como “Programa Paralelo”, surgiu durante o regime militar e foi encerrado em 1990, sob liderança do então presidente Fernando Collor.
A Força Aérea Brasileira conduziu atividades relacionadas a esse plano no Campo de Provas Brigadeiro Velloso, na Serra do Cachimbo, Pará.
Bastidores do programa nuclear brasileiro
O plano nuclear brasileiro foi influenciado por um contexto político e militar complexo. Durante seu governo, Collor encerrou o Programa Paralelo como parte de um movimento de desarmamento e em resposta a pressões internacionais, especialmente dos Estados Unidos.
Essas pressões visavam limitar a proliferação de armas nucleares, destacando o papel da geopolítica nas decisões soberanas de países emergentes.
Em 1990, as ambições nucleares do Brasil foram definitivamente interrompidas. A decisão de Collor de fechar o programa ocorreu numa era em que o fim da Guerra Fria alimentava esperança de desarmamento global.
O país, em 1998, finalmente aderiu ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), após reavaliar sua política externa e buscar maior aceitação internacional.
Os tratados internacionais, como o TNP, são cruciais na prevenção da disseminação de armas nucleares. Apesar de esforços contínuos, a eficácia dessas medidas é posta à prova por crises contemporâneas.





