Roma acaba de transformar o trajeto de metrô em uma verdadeira viagem no tempo.
A cidade inaugurou duas novas estações da Linha C, uma delas construída praticamente sob o Coliseu, uma das sete maravilhas do mundo moderno. O resultado é uma estação histórica, que mistura transporte público, arqueologia e patrimônio cultural de forma inédita.
Metrô passa sob o Coliseu e expõe tesouros da Roma Antiga
Quem desembarca na nova estação encontra muito mais do que trens e plataformas. Logo abaixo do famoso anfiteatro, passageiros podem ver vasos de cerâmica, pratos antigos, poços de pedra, baldes suspensos e até as ruínas de uma piscina de água fria e de um complexo termal do século I. Telões espalhados pelo local mostram como foram feitas as escavações, explicando por que a obra levou tanto tempo para ficar pronta.
A Linha C do metrô começou a ser construída há cerca de 20 anos e enfrentou atrasos por causa da burocracia, da falta de recursos e, principalmente, das descobertas arqueológicas. Segundo os responsáveis pela obra, o desafio foi escavar em uma área com lençol freático elevado sem destruir o que estava acima e o que surgia abaixo do solo.
Além da estação do Coliseu, Roma também inaugurou a estação Porta Metronia, a 30 metros de profundidade. No local, arqueólogos encontraram um quartel militar do século II, com quase 80 metros de extensão, além de uma casa com afrescos e mosaicos preservados. Um museu dentro da estação será aberto ao público futuramente.
Ao todo, mais de 500 mil artefatos históricos já foram encontrados durante as obras. Quando concluída, a Linha C terá 29 quilômetros, transportará até 800 mil passageiros por dia e permitirá que turistas evitem o trânsito caótico da Cidade Eterna, descendo literalmente ao coração da história.





