Se você costuma deixar o ar-condicionado em temperaturas muito baixas para resfriar o ambiente mais rápido, vale a pena prestar atenção em um detalhe que pode impactar diretamente o valor da sua conta de energia no fim do mês, fazendo ela ficar até 28% mais cara.
Isso porque especialistas e orientações do INMETRO indicam que configurar o aparelho abaixo de 23°C aumenta significativamente o esforço do compressor, principal componente responsável pelo consumo elétrico do equipamento. Sendo assim, quem utiliza o ar-condicionado em 19°C pode registrar um gasto de 28% maior em comparação aos usuários que mantêm o aparelho nos 23°C recomendados.
Por que temperaturas muito baixas aumentam o consumo
Existe uma percepção comum de que ajustar o ar-condicionado para 17°C ou 18°C faz o ambiente esfriar mais rápido. No entanto, o funcionamento do sistema não ocorre dessa maneira.
O aparelho trabalha por meio de troca térmica e depende diretamente da diferença entre a temperatura externa e a temperatura desejada no ambiente interno. Quanto menor o número configurado no controle remoto, maior será o esforço contínuo do compressor para alcançar e manter aquele nível de refrigeração, ou seja, o equipamento permanece operando em potência elevada por mais tempo, aumentando o consumo de energia de forma proporcional.
Segundo orientações citadas pelo INMETRO, cada grau abaixo de 23°C pode elevar o gasto energético em até 7%. Dessa forma, ao utilizar o aparelho em 20°C, o consumo pode subir cerca de 21%. Já em 19°C, o impacto pode chegar aos 28%.
A temperatura ideal para equilibrar conforto e economia
A recomendação técnica mais comum para uso residencial fica justamente em 23°C. Essa temperatura é considerada suficiente para manter conforto térmico sem exigir funcionamento extremo do sistema de refrigeração.
Além da economia financeira, existe outro fator importante: temperaturas excessivamente baixas também podem provocar desconfortos respiratórios, ressecamento das mucosas e sensação térmica artificialmente fria, especialmente durante longos períodos de uso.
Nesse contexto, muitos aparelhos modernos com tecnologia Inverter conseguem reduzir parte do desperdício ao ajustar automaticamente a velocidade do compressor. Mesmo assim, o impacto da temperatura configurada continua existindo, já que o sistema ainda precisa compensar a diferença térmica do ambiente.
- Outros fatores que também fazem a conta subir
A temperatura escolhida não é o único elemento que interfere no consumo energético do ar-condicionado.
Ambientes mal vedados, incidência direta de sol e filtros sujos obrigam o aparelho a trabalhar mais para manter o resfriamento interno. Segundo informações técnicas mencionadas pelo INMETRO, filtros sem limpeza adequada podem elevar o consumo em até 30%, já que dificultam a circulação do ar.
Por isso, algumas medidas simples costumam gerar efeito direto na eficiência do equipamento:
- manter portas e janelas fechadas;
- utilizar cortinas durante horários de maior calor;
- limpar os filtros regularmente;
- evitar temperaturas extremas por longos períodos.
A lógica por trás dessas recomendações é reduzir a carga de trabalho contínua do compressor, componente que concentra a maior parte do gasto elétrico do aparelho.





