A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (19), um reajuste nas tarifas da Celesc. Houve um aumento de 12,3% no preço dos consumidores residenciais, que entrará em vigor a partir da sexta (22).
Para os consumidores de baixa tensão, ou seja, grande parte dos comércios e pequenas indústrias, o aumento estimado é de 12,41%. Para alta tensão (indústrias), o valor subirá 15,8%.
O valor de 12,3% representa o dobro (cerca de 2,3 vezes maior) do que a inflação dos últimos 12 meses, totalizando em 5,23% segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Além disso, é o triplo do aumento do ano passado, que foi de 4,91%.
Em nota divulgada, a Celesc explicou que o aumento “continua abaixo da média nacional e segue acompanhando a inflação. O novo valor acumulado também está inferior ao IGPM — índice que mede a variação dos custos para o produtor, consumidor e construção civil —, considerando os últimos quatro anos”.
Além disso, o órgão justificou dizendo que o “principal fator que pressionou a tarifa em 2025 foi o aumento de 36% no valor da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), em relação ao valor de 2024. Esse fundo federal financia diversos programas e subsídios do setor elétrico”, citando:
- Incentivos para fontes renováveis
- Programa Luz para Todos
- Descontos na transmissão de energia
- Subsídios para regiões isoladas sem conexão com o sistema nacional





