Uma nova variante do coronavírus, identificada como BA.3.2 e apelidada de “Cicada”, passou a chamar a atenção de autoridades de saúde em diferentes países.
Detectada inicialmente na África do Sul, a cepa já foi registrada em ao menos 23 nações e apresenta um número elevado de mutações, o que levanta dúvidas sobre seu potencial de disseminação e impacto na imunidade global. As informações foram divulgadas pelo UOL.
Variante “Cicada” acende alerta global
Classificada como uma linhagem altamente divergente do Sars-CoV-2 pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a BA.3.2 concentra entre 70 e 75 mutações na proteína spike — estrutura essencial para a entrada do vírus nas células humanas. Esse volume incomum de alterações genéticas tem sido apontado como um dos principais fatores de preocupação entre especialistas.
O apelido “Cicada” faz referência ao comportamento das cigarras, que permanecem longos períodos ocultas antes de reaparecerem em grande número — uma analogia ao padrão observado na variante, que teria circulado de forma discreta antes de registrar crescimento nas detecções a partir de setembro de 2025.
Apesar do avanço internacional, o Brasil ainda não confirmou casos da nova cepa. O monitoramento ocorre por meio de vigilância genômica, análise de amostras de esgoto e testagem de viajantes.
Até o momento, não há evidências de que a BA.3.2 cause quadros mais graves de Covid-19. Os sintomas relatados seguem o padrão de variantes recentes, incluindo dor de garganta, tosse, febre, fadiga e, em alguns casos, manifestações gastrointestinais.
Especialistas, no entanto, alertam para a possibilidade de maior transmissibilidade e eventual redução da eficácia das vacinas atuais, desenvolvidas com base em sublinhagens anteriores da Ômicron. A recomendação segue sendo manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre grupos de maior risco.
Autoridades reforçam que o cenário exige vigilância contínua, mas sem alarde, enquanto estudos avaliam o real comportamento da variante.





