Quem está se preparando para tirar a primeira habilitação em 2026 pode estar vivendo um misto de expectativa e confusão. Isso porque a nova regra da prova prática da CNH aumentou a tolerância de erros, mas nem todos os estados brasileiros já aplicam o critério atualizado.
O resultado? Candidatos que acreditavam estar dentro do limite acabam sendo surpreendidos pela reprovação com base nas regras antigas.
A mudança veio com a Resolução do Contran, em vigor desde dezembro de 2025, e alterou de forma significativa a forma de avaliação no exame prático de direção. No papel, a reprovação ficou mais difícil. Na prática, a adaptação ainda é desigual.
Como funciona a pontuação da prova prática da CNH em 2026
Pelas novas regras, o candidato só deve ser reprovado se ultrapassar 10 pontos durante o exame prático. Antes, bastavam três pontos para a eliminação imediata, o que tornava o teste muito mais rígido.
Agora, as faltas seguem uma lógica parecida com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB):
- Falta leve: 1 ponto
- Falta média: 2 pontos
- Falta grave: 4 pontos
- Falta gravíssima: 6 pontos
Na teoria, isso significa que o candidato pode cometer pequenos erros sem ser automaticamente reprovado, desde que não ultrapasse o limite total. Um exemplo recente em Goiás expôs o problema: mesmo somando apenas seis pontos — o que garantiria aprovação pela nova regra — a candidata foi reprovada porque o Detran local ainda aplicava o modelo antigo.
Para evitar esse tipo de situação, a Senatran iniciou uma fiscalização nacional, já que alguns estados pediram até 180 dias para adaptar sistemas e treinar examinadores. Enquanto a transição não termina, a principal orientação é clara: antes da prova, consulte o Detran do seu estado e confirme qual regra está valendo. Isso pode evitar surpresas — e uma reprovação injusta.





