A possível chegada da chamada “caneta emagrecedora” ao Sistema Único de Saúde (SUS) tem gerado grande interesse entre pacientes que buscam tratamento contra a obesidade. A iniciativa envolve o medicamento Wegovy, que contém semaglutida injetável e é produzido pela farmacêutica Novo Nordisk.
A empresa anunciou um projeto piloto que deve começar em 2026 e terá duração de dois anos. A proposta é oferecer o medicamento em centros específicos da rede pública para avaliar como o tratamento funciona na prática dentro do sistema de saúde brasileiro.
Quem poderá receber a caneta emagrecedora do SUS
O programa não será liberado para toda a população. Inicialmente, ele será destinado a pacientes com perfis clínicos bem definidos e que já estejam em acompanhamento em centros especializados.
Entre os principais grupos considerados para participar do projeto estão pacientes com obesidade grave, especialmente aqueles classificados com obesidade grau II ou III, ou seja, pessoas com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 35 kg/m².
Outro grupo que pode ser priorizado envolve pacientes com mais de 45 anos, que não tenham diabetes, mas apresentem doenças cardiovasculares já diagnosticadas, como histórico de infarto ou AVC. A ideia é avaliar se o tratamento pode ajudar a reduzir riscos associados à obesidade nesses casos.
Além do perfil clínico, a localização geográfica também será um fator determinante. O programa deve começar em centros específicos do SUS, com destaque para unidades no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, incluindo hospitais de referência nessas regiões.
- Vai ter Mounjaro no SUS?
Até agora, não há previsão para que medicamentos como Mounjaro sejam oferecidos pela rede pública. O projeto atual envolve apenas o Wegovy.
Segundo a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, o alto custo dessas terapias é um dos principais desafios para a inclusão em larga escala.





