Algumas mudanças nas regras do INSS passam despercebidas, mas os beneficiários precisam ficar atentos para garantir direitos como o 13º salário. Com a antecipação em debate e valores reajustados pelo salário mínimo, entender os critérios virou parte essencial do planejamento financeiro.
O abono anual — nome oficial do 13º do INSS — é garantido por lei a uma parcela específica dos segurados. Nem todos os benefícios dão acesso ao pagamento, e o valor final depende do tempo de recebimento.
13º do INSS: quem recebe, como é pago e o que muda em 2026
O 13º salário do INSS é pago a quem recebe benefícios previdenciários contributivos. Entram nessa lista aposentadorias, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente e auxílio-reclusão. Beneficiários do BPC/Loas ficam de fora, pois o benefício é assistencial e não prevê pagamento.
O pagamento segue o modelo tradicional em duas parcelas. A primeira corresponde a metade do valor do benefício mensal e é depositada sem descontos. A segunda completa o valor total e pode ter dedução de Imposto de Renda.
Em 2026, o piso previdenciário acompanha o salário mínimo fixado em R$ 1.621. Quem recebeu esse valor durante todo o ano terá um 13º no mesmo montante, dividido em duas parcelas de R$ 810,50. Já quem recebe o teto do INSS, de R$ 8.475,55, também tem direito ao valor integral, pago em duas partes, com desconto de IR na segunda parcela.
Quem começou a receber o benefício ao longo do ano recebe de forma proporcional. O cálculo considera os meses pagos, sendo que cada mês equivale a 1/12 do valor.
Até agora, o governo não publicou decreto confirmando a antecipação em 2026. Se o padrão recente for mantido, os depósitos devem ocorrer entre abril e junho. Caso contrário, o calendário tradicional volta a valer, com pagamentos em agosto e novembro.





