Para quem se assusta com o aviso de afivelar os cintos e prende a respiração quando o avião começa a balançar, uma lista recente de rotas revelou que os trechos mais turbulentos do planeta não estão tão distantes do Brasil.
O líder do ranking em 2025, segundo especialistas, corta a Cordilheira dos Andes, famosa tanto pela paisagem quanto pelos solavancos no ar.
Como o ranking de voo mais perigoso é feito
Pelo segundo ano seguido, o trajeto entre Mendoza, na Argentina, e Santiago, no Chile, aparece no topo da lista elaborada pelo Turbli, plataforma que acompanha a intensidade da turbulência em voos comerciais ao redor do mundo. Ao todo, quatro das dez rotas mais instáveis passam pela região andina; nenhuma que parte ou chega ao Brasil aparece no levantamento.
O levantamento existe desde 2022, cruza informações da NOAA, nos Estados Unidos, com registros do Met Office, do Reino Unido. São analisadas cerca de 10.000 rotas entre 550 grandes aeroportos, com monitoramento mensal de voos e cálculo de uma média anual.
Não por acaso, regiões montanhosas dominam o ranking. Correntes de vento mais intensas, comuns nos Andes e no Himalaia, aumentam a chance de turbulência e explicam por que a China aparece com frequência na lista.
A intensidade é medida por um índice que considera velocidade dos ventos e energia envolvida. Quanto maior o número, maior a instabilidade. Ainda assim, mesmo nos trechos mais agitados, os níveis de 2025 não passaram da categoria moderada, segundo os dados.
Entre os trajetos citados estão Mendoza–Santiago, Córdoba–Santiago, rotas na China e um percurso nos Estados Unidos. Para passageiros, isso significa mais frio na barriga do que perigo real, dizem especialistas. A recomendação é simples: informar-se, confiar na tripulação e aproveitar a paisagem durante todo o trajeto seguro.





