Brasil e China assinaram um acordo de cooperação para elaborar estudos técnicos sobre uma ferrovia que ligará o porto de Ilhéus, na Bahia, ao porto de Chancay, no Peru. Este projeto conectará os oceanos Atlântico e Pacífico, facilitando as exportações brasileiras para o continente asiático, principalmente para a China, maior parceiro comercial do Brasil.
O memorando foi estabelecido por autoridades de ambos os países e ressalta o investimento estratégico chinês em infraestrutura na América do Sul.
A ferrovia não está formalmente associada à Belt and Road Initiative da China, mas reflete o interesse geopolítico chinês na América Latina. A rota projetada passará pelos estados brasileiros da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre antes de cruzar a Cordilheira dos Andes e alcançar o porto de Chancay.
Impactos econômicos e logísticos
Estudos do governo peruano indicam que a ferrovia pode reduzir o tempo de transporte de cargas do Brasil para a Ásia de 40 para 28 dias. Esta mudança pode diminuir custos logísticos ao promover modais ferroviários e marítimos, aumentando a competitividade dos produtos brasileiros no mercado asiático.
Atualmente, a dependência brasileira de rotas pelo sudeste do país e do Canal do Panamá posiciona a nova ferrovia como um ativo estratégico vital.
Próximos passos
Os detalhes do projeto, incluindo custos e traçado definitivo, ainda estão em fase de estudo. Analistas brasileiros examinam a viabilidade técnica e a possibilidade de reutilizar trechos ferroviários existentes.
Embora desafios como impactos ambientais e disputas políticas precisem ser endereçados, o projeto promete diversificar a logística brasileira e atrair investimentos internacionais.





