Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil, defendeu em setembro de 2024 o retorno do horário de verão. A proposta tem como objetivo reduzir os custos de energia elétrica ao aproveitar a luz solar durante os horários de pico.
A iniciativa foi impulsionada por uma recomendação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que considerava a mudança uma maneira de controlar os preços da energia no país.
Desde 2019, o horário de verão está suspenso. Alckmin acreditava que sua volta poderia reduzir o uso de termelétricas, acionadas em períodos de alta demanda ou escassez hídrica. O uso excessivo dessas usinas eleva o custo da energia e gera mais emissões de gases de efeito estufa, o que contraria as metas de descarbonização do governo federal.
Horário de verão: retorno necessário?
A extinção do horário de verão se deu por seu impacto reduzido na economia de energia. Mudanças no consumo, como o uso intensivo de ar-condicionados, deslocaram o pico de consumo para tardes quentes, quando o horário é menos eficaz.
Dados do ONS sugerem que o horário de verão poderia reduzir o consumo noturno em até 3% e postergar em até duas horas o pico de consumo. Também, haveria uma economia de R$ 244 milhões a R$ 356 milhões na geração termelétrica.
Outras estratégias para economia de energia
Além do horário de verão, outras estratégias são analisadas para garantir eficiência energética. O aumento da geração em hidrelétricas importantes e a gestão cuidadosa da água nos reservatórios são alternativas viáveis.
Essas medidas são essenciais para a estabilidade do sistema elétrico. O governo confia que o sistema atual pode atender à demanda até 2026, sem recorrer ao horário de verão como medida emergencial.





