Três passageiros do cruzeiro MV Hondius, em viagem da Argentina a Cabo Verde, morreram devido ao hantavírus, confirmaram autoridades de saúde. O surto, descoberto em 2 de maio, resultou em cautela máxima, com o navio ficando em quarentena perto das águas de Cabo Verde, onde teve o desembarque negado.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) ressaltou a gravidade deste surto devido ao contexto de confinamento e proximidade dos passageiros.
O hantavírus é transmitido por roedores, com infecção ocorrendo principalmente por inalação de partículas das excreções dos animais. A concentração de pessoas em espaços limitados e sem ventilação adequada, como um cruzeiro, exige maior atenção às medidas de biossegurança a bordo.
Os sintomas do hantavírus podem progredir de sintomas gripais para quadros graves, como síndromes cardiopulmonares. A ausência de tratamentos específicos enfatiza a importância da prevenção, com foco na higiene e no controle de roedores.
Histórico de hantavírus no Brasil
Apesar do alerta causado pelos casos no navio, o Brasil tem registrado um declínio no número de casos de hantavírus. Entre 2016 e 2025, 189 pessoas morreram no país por conta do hantavírus. Em 2026, o país já teve seis casos confirmados e um óbito.
A doença é endêmica em várias regiões, incluindo Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com um histórico de mais de duas décadas de vigilância. A taxa de letalidade, embora alta, varia conforme a resposta médica e o reconhecimento precoce dos sinais da infecção.
Como o hantavírus surpreende em ambientes inesperados
O hantavírus é conhecido por surgir em áreas rurais, mas o recente incidente no cruzeiro mostra que a vigilância deve ser constante, mesmo em locais aparentemente seguros.
A adaptação das estratégias de prevenção e resposta é vital para evitar novos surtos em ambientes urbanos e controlados.





