Você vai sair para o trabalho, mas quer fazer o jantar assim que chegar, então abre o congelador e decide deixar a carne ou o frango “descongelando na pia”. Parece prático — mas a ciência alerta: esse hábito comum pode aumentar o risco de intoxicação alimentar sem que você perceba.
O congelamento é um grande aliado da segurança alimentar. Ao levar um alimento a temperaturas abaixo de -18 °C, a água presente nele se transforma em gelo, interrompendo a atividade de microrganismos. Isso preserva o alimento por mais tempo. O problema começa no descongelamento.
O perigo invisível no descongelamento incorreto
Ao contrário do que muita gente imagina, congelar não elimina bactérias — apenas as “adormece”. Quando o alimento é deixado fora da geladeira, especialmente em temperatura ambiente, esses microrganismos voltam a se multiplicar rapidamente.
Isso acontece porque o alimento entra na chamada “zona de perigo”, entre 4 °C e 60 °C. Nessa faixa, bactérias como Salmonella e E. coli podem dobrar de quantidade a cada 20 minutos. Ou seja: mesmo que o alimento pareça normal, ele pode já estar contaminado.
Outro risco é o descongelamento desigual. Enquanto o interior ainda está congelado, a parte externa aquece — criando o ambiente ideal para proliferação bacteriana. Além disso, líquidos liberados por carnes cruas podem contaminar superfícies da cozinha, facilitando a chamada contaminação cruzada.
Especialistas recomendam três métodos seguros. O principal é descongelar na geladeira, com antecedência de cerca de 12 horas. Para quem tem pressa, é possível usar água fria (com o alimento bem embalado e trocando a água regularmente) ou o micro-ondas, sempre na função específica de descongelamento.
Pequenos, mas importantes hábitos como esses três métodos indicados, podem evitar a proliferação de bactérias como Salmonella, E. coli e Listeria, presentes em carnes cruas e que podem causar intoxicações caso o alimento seja descongelado de maneira insegura.





