Cuidar de um idoso dentro de casa é uma realidade silenciosa para milhares de famílias brasileiras. No Paraná, essa dedicação pode garantir um reforço mensal no orçamento.
Com o reajuste do salário mínimo em 2026, o governo estadual atualizou o valor da Bolsa Cuidador Familiar, benefício pago a parentes que assumem os cuidados diários de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade. O auxílio passou a ser de R$ 810,50 por mês, o equivalente a meio salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621.
Quem tem direito à Bolsa Cuidador Familiar
A iniciativa faz parte da política estadual de atenção à pessoa idosa e ganhou força diante do envelhecimento acelerado da população. Atualmente, pouco mais de 140 cuidadores recebem o benefício. A maioria são mulheres, o que evidencia o peso do cuidado familiar concentrado dentro do próprio lar, muitas vezes sem remuneração ou apoio formal.
Para acessar o benefício, o cuidador precisa cumprir critérios definidos pelo governo do Paraná. É necessário ter 18 anos ou mais, morar no mesmo domicílio do idoso e estar inscrito no Cadastro Único, com informações atualizadas. A renda familiar por pessoa deve ser de até um salário mínimo, além da apresentação de declaração que comprove condições físicas e mentais para exercer a função.
A pessoa idosa também precisa atender a exigências. É obrigatório apresentar fragilidade clínico-funcional registrada no sistema estadual de saúde. O idoso não pode estar institucionalizado e deve constar no CadÚnico.
O pagamento é mensal e feito por meio de uma poupança social digital. A seleção ocorre por busca ativa das equipes municipais de cuidado. A bolsa pode ser concedida por até 24 meses e não impede o recebimento de outros benefícios sociais, funcionando como apoio direto a quem cuida todos os dias.





