Acusados de matar jovem em "tribunal do crime" em Rio Largo são condenados a 30 anos de prisão

Publicado em 17/07/2026, às 11h25
Mylka Siméa da Conceição bfoi levada para uma área isolada, onde foi imobilizada e agredida com golpes de faca e pedras, sendo posteriormente decapitada. - Foto: Reprodução

Redação

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O Tribunal do Júri condenou, nessa quinta-feira (16), Clebson Gomes Barreto Silva, conhecido como "Boca", e José Edvaldo Miguel Cavalcante, o "Neném", a 30 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato de Mylca Simeia da Conceição. O julgamento foi realizado na 9ª Vara Criminal da Capital e presidido pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim.

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Por maioria de votos, o Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Na sentença, o magistrado destacou a premeditação, a frieza e a violência empregadas no crime, além de determinar o cumprimento imediato da pena, mantendo os dois réus presos.

Ao fundamentar a decisão, o juiz afirmou que o assassinato foi planejado, contou com a participação de várias pessoas e teve como objetivo fortalecer e manter a atuação de uma facção criminosa, além de dificultar a elucidação dos fatos. Segundo ele, a vítima, uma jovem de 18 anos, foi submetida a extrema violência após ser levada à força para um local conhecido como "tribunal do crime".

O crime ocorreu na madrugada de 29 de janeiro de 2019, no Conjunto Barnabé Oiticica, na Mata do Rolo, em Rio Largo. De acordo com o processo, Mylca Simeia da Conceição foi levada para uma área isolada, onde foi imobilizada e agredida com golpes de faca e pedras, sendo posteriormente decapitada. Além dos dois condenados, outras cinco pessoas, entre elas dois adolescentes, também foram apontadas como participantes da ação.

As investigações concluíram que o homicídio foi motivado por desavenças envolvendo integrantes de uma facção criminosa.

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