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Alagoas será laboratório para nova agenda de energia limpa na indústria

Publicado em 01/09/2026, às 15h45

Flávio Gomes de Barros

 

Coalizão de Energia Limpa da América Latina inicia agenda no Brasil para identificar barreiras e oportunidades à descarbonização industrial.

A partir é aproveitar o sucesso do modelo alagoano para se alcançar soluções para a energia limpa no país.

Quem explica é a jornalista Nayara Machado, na newsletter "Diálogos da Transição":

 

"Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), Senai Alagoas e  WRI Brasil assinaram nesta terça (1º/9) um Protocolo de Intenções com a Coalizão de Energia Limpa da América Latina (LACEC) de olho no desenvolvimento de soluções de mercado para a decarbonização industrial.

O protocolo marca o início da atuação da LACEC no Brasil e prevê, entre as ações, estudos, mobilização de parceiros e diálogo público-privado para impulsionar o aproveitamento do potencial renovável pela indústria.

A cooperação abrange fontes como energia renovável, bioenergia, biometano, biocombustíveis avançados e hidrogênio de baixomcarbono.

A assinatura ocorreu durante o evento 'Diálogo sobre o futuro da energia limpa para a indústria do Brasil', em Maceió (AL).

A LACEC já iniciou movimentos semelhantes no México e na Colômbia. A escolha de Alagoas para a construção de uma agenda brasileira pela transição energética parte do diagnóstico de que o Nordeste concentra o maior potencial eólico e solar do país e um parque sucroenergético consolidado, com capacidade de escalar a bioenergia.

Um estudo encomendado pelo Fórum Powershoring aponta que o Nordeste pode atrair cerca de US$ 60 bilhões em investimentos até 2035, incrementando o PIB em 3,6%, com US$ 10,5 bilhões, com cadeias produtivas energointensivas.

'Alagoas é o ponto de partida, o Nordeste é a escala natural desse trabalho e a ambição é nacional. A LACEC chega ao Brasil para aproximar esses atores e enfrentar, de forma prática, as barreiras que ainda limitam o acesso da indústria a energia limpa e competitiva', conta Mirela Sandrini, diretora executiva do WRI Brasil.

Editora de Transição Energética. Jornalista especializada em energia e combustíveis com foco em clima e sustentabilidade. Edita a newsletter Diálogos da Transição.newsletter Diálogos da Transição.newsletter Diálogos da Transição.newsletter Diálogos da Transição. 
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