A cada eleição, pelo menos em Alagoas, uma coisa fica mais evidente: os prefeitos já não exercem influência sobre os votos dos seus munícipes.
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Neste ano, por exemplo, o MDB, que se envaidece de contar com cerca de 80 prefeitos dentre os 102 municípios, e alguns outros aliados, não conseguiu reeleger Renan Calheiros ao Senado nem levar de volta ao governo Renan Filho.
As duas vagas do Senado ficaram com Arthur Lira (PP) e Marina Candia (PSDB), enquanto JHC (PSDB) ganhou de Renan Filho para governador.
Isso já havia acontecido quando, em disputa por duas vagas, o próprio Renan Calheiros se contentou em se reeleger em segundo lugar em disputa contra Rodrigo Cunha e quando o mesmo Renan se reelegeu, como segundo mais votado, contra Benedito de Lira.
Outro caso semelhante: em 1998, o governador Manoel Gomes de Barros, candidato à reeleição, tinha apoio de 94 prefeitos e foi derrotado já no primeiro turno para Ronaldo Lessa.
Teriam os prefeitos perdido o protagonismo político?
Está aí um bom tema para os analistse cietistas políticos...
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