Redação
O uso de esteroides anabolizantes tem crescido nos últimos anos, impulsionado pela busca por resultados estéticos rápidos e pela influência das redes sociais. Paralelamente, aumenta também o número de pessoas que desejam interromper o uso dessas substâncias e recuperar o funcionamento natural do organismo.
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Popularmente conhecido como “sair do suco”, esse processo exige cuidados importantes e
acompanhamento médico individualizado.
Segundo o médico Djairo Araújo, com atuação em Nutrologia e Medicina Esportiva, um dos
principais equívocos é acreditar que o corpo volta ao normal imediatamente após a interrupção dos anabolizantes.
"Durante o uso, o organismo reduz sua produção natural de testosterona. Quando a pessoa
interrompe as aplicações, pode levar meses até que o sistema hormonal retome seu
funcionamento adequado", explica.
Nesse período, podem surgir sintomas como fadiga, perda de massa muscular, redução da
libido, desânimo, irritabilidade e alterações de humor.
O especialista destaca ainda a preocupação com o aumento do uso dessas substâncias entre jovens, muitas vezes motivados por padrões estéticos irreais.
"Estamos observando alterações hormonais, reprodutivas e emocionais em pessoas cada vez
mais jovens. Muitos desconhecem os riscos envolvidos e acreditam que não sofrerão consequências futuras", alerta.
Além dos impactos hormonais, os anabolizantes também estão associados ao aumento do risco cardiovascular, incluindo hipertensão, alterações do colesterol, arritmias e eventos graves, como infarto e AVC.
Outro aspecto que merece atenção é a saúde mental. Segundo Djairo Araújo, muitos usuários desenvolvem uma forte dependência da aparência física conquistada durante o uso.
"Quando os resultados começam a diminuir após a interrupção, podem surgir insegurança, frustração e sofrimento emocional. A saúde vai muito além do que vemos no espelho", afirma.
De acordo com o médico, não existe uma fórmula única para abandonar os anabolizantes. A
recuperação depende do tempo de uso, das doses utilizadas e das características individuais de cada paciente.
"Alimentação adequada, treino bem estruturado, sono de qualidade e constância continuam sendo os pilares mais seguros para construir saúde e performance. Não existe atalho sem custo biológico", conclui.
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