Até quantos meses pode ter relação na gravidez? Entenda quando o sexo é seguro

Publicado em 11/05/2026, às 14h51
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Revista Crescer

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“Sexo na gravidez faz mal para o bebê?” Essa é uma das dúvidas mais comuns depois do teste positivo. Com as mudanças no corpo, o aumento do cansaço e as inseguranças que surgem ao longo da gestação, muita gente fica sem saber o que realmente pode ou não pode na hora do sexo.

Mas, na maioria dos casos, as relações são seguras e não prejudicam o bebê, que fica protegido dentro do útero. “Não há motivos para alterar a atividade sexual, a menos que aconteça alguma intercorrência”, afirma a ginecologista e sexóloga Cleusa Conceição, membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, em entrevista à CRESCER.

O feto, explica ela, fica protegido dentro do corpo da mãe durante toda a relação sexual. “Há várias barreiras de proteção que mantêm o bebê isolado durante a relação sexual, como o músculo uterino, o colo do útero, o líquido amniótico”, detalha a médica. “Além disso, durante a penetração, o pênis fica no canal vaginal e não consegue atingir o bebê em nenhuma circunstância”, acrescenta.


Outro medo bastante comum envolve o orgasmo. Como ele estimula a liberação de ocitocina, hormônio ligado às contrações uterinas, muitas pessoas acreditam que isso poderia aumentar o risco de aborto ou parto prematuro. Mas não é o que acontece.


Embora o orgasmo possa provocar contrações de treinamento, ele não prejudica a gestação. "Também não aumenta risco de aborto ou parto prematuro”, afirma Cleusa. Pelo contrário: durante o orgasmo, o corpo libera endorfina, hormônio associado à sensação de prazer e bem-estar, que ajuda a melhorar o humor, diminuir a ansiedade, favorecer o sono e fortalecer a intimidade e a conexão emocional do casal.

Em quais fases da gravidez o sexo é mais confortável?
 
A resposta pode variar bastante de mulher para mulher, mas, em geral, o conforto durante o sexo muda ao longo dos trimestres por causa das transformações físicas e hormonais da gestação. Veja o que costuma acontecer em cada fase:
 

  • Primeiro trimestre: pode ser o mais desafiador.
    Nos primeiros meses, o corpo ainda está se adaptando à gravidez. Por isso, sintomas como náuseas, enjoos, sono excessivo, sensibilidade nas mamas e cansaço podem reduzir o desejo e dificultar a disposição para o sexo.
  • Segundo trimestre: costuma ser a fase mais confortável.
    Para muitas mulheres, esse é o período mais tranquilo da gestação. Os enjoos geralmente diminuem, a energia tende a voltar e a barriga ainda não está tão grande, o que facilita encontrar posições confortáveis. Além disso, algumas grávidas relatam aumento da libido nessa fase.
  • Terceiro trimestre: o desconforto pode voltar.
    Com o avanço da barriga, o sexo pode exigir mais adaptações. Dores nas costas, câimbras, azia, sensação de peso e dificuldade para mudar de posição são algumas das queixas mais comuns no fim da gravidez. Ainda assim, com conforto, diálogo e posições adequadas, muitas mulheres continuam mantendo a vida sexual normalmente até o final da gestação.

 

Além das mudanças físicas, os aspectos emocionais e a dinâmica do casal também podem impactar a vida sexual durante a gravidez. Inseguranças, medo de machucar o bebê, alterações na autoestima, ansiedade e até o estresse da nova rotina influenciam diretamente o desejo e o conforto nas relações. “A gente sempre tem de olhar este casal do ponto de vista biopsíquico, sociocultural e relacional”, pontua a especialista.

Qual posição uma grávida não pode fazer na relação?

Não existe uma lista rígida de posições proibidas durante a gravidez. O principal critério, segundo a ginecologista e sexóloga Cleusa Conceição, é o conforto da mulher. “Não existe uma regra rígida, mas é importante que a mulher busque a posição que lhe for mais confortável”, orienta.

Algumas posições, porém, costumam funcionar melhor ao longo da gestação:

 

  • Mulher por cima: tende a ser uma das preferidas, especialmente quando a barriga começa a crescer. “Por cima, há também um controle da profundidade da penetração, do ritmo, do ângulo. Ela fica mais no comando”, explica Cleusa.
  • De lado: costuma trazer mais conforto no fim da gravidez, porque reduz a pressão sobre a barriga e a bacia. “Alivia a pressão na barriga e na bacia”, descreve a especialista.
  • Quatro apoios, em alguns casos: pode funcionar para alguns casais, embora fique mais desconfortável no terceiro trimestre. “O casal acaba tendo de se adaptar, usando almofadas ou travesseiros, para encontrar um ângulo melhor”, aponta.

 

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