Como a cerveja afeta o corpo: benefícios e riscos do consumo moderado

Bebida altera microbiota intestinal mas consumo moderado pode reduzir risco de diabetes e doenças cardíacas

Publicado em 11/05/2026, às 16h24
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Por Extra Online

Pesquisas recentes datam o consumo de cerveja há mais de 13 mil anos, revelando sua longa história como uma das bebidas mais populares entre diversas culturas, embora seu consumo excessivo possa acarretar sérios riscos à saúde.

A cerveja, por ser fermentada, impacta negativamente a microbiota intestinal, podendo causar inflamações e dificultar a absorção de nutrientes, além de aumentar a sensibilidade do intestino e provocar desconfortos digestivos.

Estudos indicam que o consumo moderado de cerveja pode trazer benefícios, como a redução do risco de doenças cardíacas e diabetes, com recomendações de até três bebidas por dia para mulheres e quatro para homens, além da importância de intercalar a ingestão com água.

Resumo gerado por IA

Arqueólogos conseguem datar os primeiros goles de cerveja para mais de 13 mil anos atrás: tão longeva quanto a humanidade, ela é a bebida-rainha das sextas-feiras e dos amantes de futebol e da boemia.

Do álcool, conhecemos os riscos: cirrose, vício, delirium tremens, mas o que sabemos sobre a cerveja em si? O que a fermentação de cevada faz com o nosso corpo? Ela só prejudica? Ou traz algum benefício para a saúde?

Como a cerveja afeta o sistema digestivo

Um dos mais importantes sistemas do nosso corpo — como falamos semana passada sobre a ligação entre ele e o cérebro — o sistema digestivo é um dos mais afetados pela cerveja: quem nunca acordou no dia seguinte de uma bebedeira e passou o dia indo ao banheiro?

A cerveja, por ser uma bebida fermentada, altera a microbiota intestinal — as bactérias presentes no nosso intestino e estômago — o que pode acabar gerando problemas e inflamações indesejadas e, por consequência, atrapalhar a absorção de nutrientes vitais para o bom funcionamento do corpo humano.

Além disso, como o álcool presente na cerveja aumenta a sensibilidade do intestino, mais bactérias e outros micro-organismo indesejados acabam penetrando no nosso sangue, gerando uma resposta imunológica que, constantemente, nos dá a sensação de “estufamento” e é a principal causa das idas ao banheiro no dia seguinte.

Os benefícios do consumo moderado

No entanto, a cerveja não é de todo ruim: estudos indicam que o consumo de uma ou duas cervejas pode diminuir o risco de problemas no coração — assim como o vinho, que também é advindo de um processo de fermentação.

A cerveja também pode ser aliada na luta contra a diabetes: o consumo moderado de alcóol ajuda a reduzir o risco de desenvolvimento da doença, uma vez que a substância ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue: de acordo com estudos, beber uma ou duas cervejas por dia pode reduzir o risco em até 50%.

Como saber se seu consumo é moderado ou perigoso

A recomendação oficial, seguindo as diretrizes do National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism dos Estados Unidos, é de no máximo três “drinks” por dia ou sete ou mais por semana.

Já para homens, o máximo é de quatro por dia ou 14 por semana.

Nessa definição, “drink” é entendido como uma lata de cerveja normal (350ml), uma taça de vinho (150ml) ou um shot de bebida destilada (45ml).

Além disso, é fortemente recomendado que se tome um copo de água entre os drinks: uma lata de cerveja, um copo de água e assim em diante.

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