Atividade física e coração: o que é seguro e recomendado?

Publicado em 25/05/2026, às 11h08
- Magnific

Assessoria

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A prática regular de atividade física é uma das principais aliadas da saúde cardiovascular. Mais do que estética ou condicionamento físico, o exercício atua diretamente na prevenção de doenças graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), além de contribuir para o bem-estar geral.

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De acordo com o cardiologista Pedro Henrique Albuquerque, da Cordial Sociedade Beneficente do Coração de Alagoas, o maior erro ainda é o sedentarismo. “Eu costumo dizer que não existem grandes erros em começar atividade física. O maior erro é não começar”, destaca.

Por que o exercício faz bem ao coração?

A atividade física promove uma série de benefícios no organismo. Entre eles, melhora o funcionamento do músculo cardíaco, favorece a circulação sanguínea e contribui para o controle de fatores de risco importantes.

“Quando você pratica exercício, o coração bombeia melhor, há uma dilatação dos vasos sanguíneos e isso ajuda no controle da pressão arterial. Além disso, há queima de gordura, melhora do colesterol e da glicose”, explica o médico.

Esse conjunto de efeitos reduz significativamente o risco de doenças cardiovasculares. “Com o controle da pressão, do colesterol e da glicose, diminuem os níveis de infarto e AVC”, reforça.

Outro ponto importante é o impacto positivo na saúde mental. A prática regular libera endorfinas conhecidas como hormônios do prazer, ajudando no controle da ansiedade e do estresse, além de melhorar a qualidade do sono.

Como começar com segurança?

Embora a atividade física seja altamente recomendada, é importante respeitar os limites do corpo, especialmente no início.

A orientação é começar de forma gradual. “Se você decide iniciar uma atividade física, não comece com intensidade moderada ou alta. Comece com baixa intensidade e vá evoluindo aos poucos”, orienta o cardiologista.

Exagerar no início pode trazer consequências como dores musculares intensas, desmotivação e até lesões. “Quando você começa com muita intensidade, aumenta a produção de ácido lático, o que causa dor e pode levar ao abandono da atividade”, explica.

Além disso, quem pretende realizar exercícios mais intensos ou de longa duração, como corridas acima de 10 quilômetros, deve investir também no fortalecimento muscular, principalmente de membros inferiores, para prevenir lesões.

Quem deve procurar avaliação médica?

A avaliação médica é especialmente indicada para pessoas acima de 40 anos ou para quem deseja praticar atividades de intensidade moderada a alta. “Se você tem mais de 40 anos, o ideal é passar por uma avaliação antes de iniciar exercícios mais intensos. Mas atividades leves podem e devem ser iniciadas, desde que a pessoa não tenha histórico de doenças graves”, orienta.

Durante essa avaliação, podem ser solicitados exames como eletrocardiograma, ecocardiograma e teste ergométrico, que ajudam a identificar possíveis alterações no coração e garantem mais segurança na prática esportiva.

Sinais de alerta durante o exercício

Mesmo com todos os benefícios, é fundamental estar atento aos sinais que o corpo pode apresentar durante a atividade física.

Dor ou pressão no peito, falta de ar desproporcional ao esforço, palpitações excessivas, tontura ou sensação de desmaio são considerados sinais de alerta.

“Se a pessoa sentir dor torácica, o coração muito acelerado, tontura ou uma falta de ar que não condiz com o esforço, é prudente parar a atividade e procurar um médico”, alerta o especialista.

Qual atividade escolher?

Mais importante do que o tipo de exercício é manter o corpo em movimento. A recomendação atual é simples: escolha uma atividade que você goste.

“Hoje a gente preconiza que a pessoa se movimente, não seja sedentária, independente da atividade. Pode ser caminhada, dança, musculação. O importante é fazer algo que traga prazer”, afirma.

Para quem tem dificuldade em manter a rotina, atividades em grupo podem ser uma boa alternativa, ajudando na motivação e na regularidade.

Quanto tempo é necessário?

Estudos indicam que 150 minutos semanais de atividade física moderada, como caminhadas, já são suficientes para trazer benefícios significativos ao coração. Outra opção é realizar 75 minutos semanais de atividade intensa.

“Não espere o momento ideal. Comece. Atividade física gera saúde, é protetora. O importante é dar o primeiro passo e manter a regularidade”, conclui Dr. Pedro Henrique.

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