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AVC: o que fazer nos primeiros minutos para reduzir sequelas?

Publicado em 29/10/2026, às 16h32
Biólogo e youtuber, Pirulla relatou recentemente as sequelas sofridas após o AVC - Reprodução/Redes Sociais

O Tempo

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Um em cada quatro adultos com mais de 25 anos terá um acidente vascular cerebral (AVC) ao longo da vida, segundo a World Stroke Organization, uma das principais ONGs do mundo voltadas para a conscientização sobre o tema. Quando o AVC acontece influencia as chances de recuperação e o risco de sequelas.

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O alerta é especialmente válido nesta quinta-feira (29), data em que é celebrado o Dia Mundial do AVC. No Brasil, o biólogo e divulgador científico Paulo Miranda Nascimento, o Pirulla, relatou recentemente as sequelas sofridas após o AVC.

A diretriz de 2026 da American Heart Association e da American Stroke Association para o atendimento inicial do AVC isquêmico recomenda algumas medidas:

O que é o AVC?

O AVC acontece quando o sangue deixa de chegar a uma região do cérebro por entupimento de uma artéria (AVC isquêmico) ou rompimento de um vaso (AVC hemorrágico). De acordo com o Ministério da Saúde, o isquêmico responde por cerca de 85% dos casos.

Quais os sinais?

Os sinais aparecem de repente: de um momento para o outro, algo deixa de funcionar no corpo. Os mais comuns são:

Uma fraqueza na mão ou uma fala enrolada que dura poucos minutos e passa pode ser um ataque isquêmico transitório (AIT). O episódio precisa ser investigado, porque identificar a causa e tratá-la reduz o risco de um AVC maior nos dias seguintes.

“Qualquer um desses sinais, mesmo que seja leve, já é motivo para procurar atendimento de emergência. No AVC, não temos tempo para esperar a melhora. Quanto mais rápido o paciente receber o tratamento adequado, maiores são as chances de reduzir as sequelas e preservar a sua independência”, afirma a neurologista Júlia Kallás, coordenadora do Serviço de Neurologia do Hospital Mater Dei Contorno.

Prevenção

Hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, consumo excessivo de álcool, estresse, má alimentação, obesidade e sedentarismo aumentam a chance de AVC, e esses fatores podem ser controlados com algumas medidas:

A idade e o histórico familiar também influenciam o risco. O risco cresce com a idade, mas o AVC também atinge crianças, adolescentes e adultos jovens, por outras causas, como fatores genéticos, traumas e uso de hormônios (anticoncepcionais ou esteroides). 

Quem tem arritmia cardíaca precisa de acompanhamento: “nem sempre é possível evitar a condição, mas o tratamento adequado reduz o risco de AVC”, orienta a neurologista. 

O Ministério da Saúde também recomenda consultas regulares, porque a pressão alta e o colesterol elevados costumam não dar sintomas e só aparecem nos exames de rotina. “Só tomar as medicações não significa que o paciente terá os níveis recomendados de pressão e colesterol”, alerta a Dra. Júlia Kallás. 

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