Redação EdiCase
Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) continuam em crescimento entre adultos de diferentes faixas etárias. Doenças como HPV, sífilis, HIV e herpes genital têm apresentado números preocupantes.
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O HIV, por exemplo, teve um aumento de casos entre mulheres com 50 anos ou mais, que passou de 10,9% em 2014 para 17,0% em 2024, segundo informações do Ministério da Saúde. Isso mostra a importância da prevenção, dos exames periódicos e do diálogo aberto sobre saúde sexual.
Segundo a ginecologista Dra. Ana Paula Fonseca, um dos principais fatores por trás desse aumento é a falsa sensação de segurança, especialmente em relacionamentos considerados estáveis. “Existe uma percepção equivocada de que as ISTs são um problema apenas de jovens ou de pessoas com múltiplos parceiros. Na prática, observamos casos em todas as faixas etárias e em diferentes perfis de relacionamento. Muitas pessoas deixam de usar preservativo por acreditarem que não estão expostas ao risco”, explica.
As ISTs são causadas por vírus, bactérias e outros microrganismos transmitidos principalmente por meio de relações sexuais sem proteção. Algumas delas podem permanecer assintomáticas por meses ou até anos, favorecendo a transmissão sem que a pessoa saiba que está infectada.
Entre as infecções mais frequentes, estão:
“Um dos grandes desafios é que muitas ISTs não apresentam sintomas iniciais. A ausência de sinais não significa ausência da doença. Por isso, os exames preventivos são tão importantes”, alerta a médica.
A redução do uso de preservativos em relacionamentos duradouros é uma realidade observada pelos profissionais de saúde. Embora a confiança seja um pilar importante da relação, ela não substitui os cuidados preventivos.
“A estabilidade do relacionamento não é, por si só, um fator de proteção contra as ISTs. É fundamental que o casal converse sobre saúde sexual, realize exames e mantenha acompanhamento médico regular. A prevenção deve fazer parte do cuidado mútuo”, destaca a Dra. Ana Paula Fonseca.
A especialista lembra que muitas pessoas podem ter adquirido uma infecção anteriormente e permanecer sem sintomas durante longos períodos.
O HPV é considerado uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns do mundo. Alguns tipos do vírus estão associados ao desenvolvimento de câncer de colo do útero, além de cânceres de vulva, vagina, ânus, pênis e orofaringe.
“A vacinação contra o HPV representa um dos maiores avanços na prevenção de doenças relacionadas ao vírus. Além disso, mulheres devem manter os exames ginecológicos em dia para identificar alterações precocemente”, afirma a ginecologista.
Muitas ISTs podem ser diagnosticadas por meio de exames simples de sangue, testes rápidos ou avaliações ginecológicas de rotina. O acompanhamento periódico permite identificar infecções precocemente e iniciar o tratamento adequado, reduzindo complicações e a transmissão.
“Os exames preventivos não devem ser realizados apenas quando existe suspeita de doença. Eles fazem parte do cuidado integral com a saúde. Quanto mais cedo identificamos uma infecção, melhores são as chances de tratamento e controle”, explica a Dra. Ana Paula Fonseca.
Entre os exames recomendados, estão a sorologia para HIV e sífilis, além do acompanhamento ginecológico regular, incluindo o exame preventivo do colo do útero, quando indicado.
Embora existam tratamentos eficazes para diversas ISTs, a prevenção ainda é a principal forma de proteção. O uso correto do preservativo, a vacinação contra o HPV, a realização de exames periódicos e o acompanhamento médico regular são medidas fundamentais para reduzir os riscos.
“Falar sobre saúde sexual sem tabus é essencial. A informação, associada à prevenção e ao diagnóstico precoce, continua sendo a ferramenta mais poderosa para proteger a saúde e evitar complicações futuras”, conclui a Dra. Ana Paula Fonseca.
Por Daiane Bombarda
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