CNJ disponibilizará dados técnicos para subsidiar decisões judicais sobre saúde

Publicado em 23/08/2016, às 23h36

Redação

Magistrados de todo o país poderão contar com subsídios técnicos para qualificar decisões judiciais em ações relacionadas à saúde. Termo de cooperação técnica assinado hoje (23) entre o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) prevê o acesso a pareceres e estudos clínicos com base em evidências científicas, numa tentativa de aprimorar o conhecimento dos magistrados para a solução de demandas no setor.

LEIA TAMBÉM

A ideia é que os tribunais e núcleos de apoio técnico do Judiciário tenham à disposição o suporte técnico-científico dos chamados Núcleos de Avaliação de Tecnologia em Saúde para a produção de notas técnicas que possam aperfeiçoar o julgamento de demandas judiciais.

Caberá ao CNJ abrigar e disponibilizar, em seu sítio eletrônico, um banco de dados com notas técnicas e pareceres técnico-científicos consolidados emitidos pelos núcleos de avaliação e pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no Sistema Único de Saúde (SUS), entre outros. As informações poderão ser consultadas por magistrados e demais operadores do direito.

Custos

Dados do Ministério da Saúde mostram que, nos últimos seis anos, o governo federal gastou R$ 3,9 bilhões no cumprimento de decisões judiciais. As sentenças, segundo a pasta, determinam que a União adquira desde medicamentos e insumos a itens como álcool em gel, loção hidratante, óleo de girassol e linhaça, protetor solar, rolo de fita crepe e xampu anticaspa. Apenas no ano passado, os gastos desse tipo somaram R$ 1,2 bilhão. Este ano, já foram desembolsados R$ 730,6 milhões.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que a quantia representa recursos significativos, que precisam ser bem empregados sem que provoquem a desestruturação do setor. A assinatura do termo de cooperação bom o CNJ, segundo ele, possibilita que o país tenha a Justiça preparada para dar decisões em áreas técnicas como a saúde.

“Hoje estamos dando um passo importante para imprimir um pouco de racionalidade no que diz respeito às questões concernentes à saúde”, disse o presidente do Supremo Tribunal federal e do CNJ, ministro Ricardo Lewandowski. “O magistrado tem o domínio do direito, mas a questão da saúde é uma questão eminentemente técnica”, completou o supervisor do Fórum da Saúde do CNJ, Arnaldo Hossepian.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Ex-atacante Brasão é morto a tiros em bar de Tubarão (SC) Mulher é presa suspeita de fingir câncer da filha para pedir dinheiro Médicos terão de atingir nota mínima em exame nacional para obter registro profissional Governo vai penalizar influenciadores que divulgarem bets ilegais; entenda