Redação
Daniel Berto de Oliveira, vulgo "Dan" ou "Ratão", morto em confronto com policiais durante o cumprimento de mandados judiciais nesta quarta-feira (16), em Coruripe, realizou ameaças públicas contra a população e as forças de segurança do Estado, com postagens como: "Vai ter volta essas pilantragens que vocês fizeram" e "Eu garanto a vocês que Coruripe vai ficar pequeno".
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Daniel morreu após ser baleado por policiais que participavam da "Operação Eclipse Fase 2", que teve o objetivo de desarticular a organização criminosa que atua em diversos delitos na cidade do Litoral Sul alagoano. Ele desobedeceu as ordens de rendição e atirou contra as equipes policiais, que revidaram e o atingiram.
"Tratava-se de indivíduo de altíssima periculosidade, integrante autodeclarado de facção criminosa, que ostentava em suas redes sociais armas de fogo, inclusive uma granada, e utilizava o próprio Instagram para anunciar pontos de venda de drogas", disse a polícia ao destacar a ligação dele com a facção Comando Vermelho.
Ainda conforme os prints que a reportagem do TNH1 teve acesso, Daniel também havia enviado mensagens em aplicativo como: "Eu estou dando a ideia, logo quem tiver rindo ou com palhaçada na morte dos irmãos, e quem desacredita, infelizmente a "eqp CL" vai buscar dentro de casa, e vai morrer também!".
Veja abaixo:
Ele também havia ameaçado explodir uma granada dentro do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP): "Nós vai (sic) explodir uma granada nessa CISP [...] Vocês podem ser BOPE, Choque, Civil, Militar, a peste toda, se tiver oportunidade vai morrer tudinho".
Apreensão de arma, drogas e artefato explosivo
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram encontrados arma de fogo, uma granada e substâncias entorpecentes. Diante da localização do artefato explosivo, foi acionada a equipe de explosivistas da Coordenadoria de Recursos Especiais, que procedeu à retirada segura do material.
As equipes também localizaram câmeras clandestinas instaladas pelos criminosos para realizar o monitoramento da movimentação policial na região, as quais foram retiradas pela polícia.
"A localização foi resultado de intenso trabalho de inteligência policial, uma vez que o investigado se deslocava constantemente entre cidades do interior, homiziando-se em locais sempre diversos e valendo-se de todas as artimanhas possíveis para se evadir da ação policial", destacou a polícia.
A Polícia Civil, através da Unidade de Homicídios da 7ª Região, e a Polícia Militar, por meio da 9ª Companhia Independente, participaram da ação.
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