Dia Nacional da Ciência: 5 formas de estimular o pensamento científico desde a infância

Publicado em 08/07/2026, às 11h30
- O pensamento científico começa quando a criança observa, questiona e busca entender o mundo (Imagem: dotshock | Shutterstock)

Redação EdiCase

Comemorado em 8 de julho, o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico costuma lembrar laboratórios, universidades e grandes descobertas. Mas o pensamento científico começa muito antes, ainda na infância, quando a criança observa o mundo, faz perguntas e tenta entender como as coisas funcionam. É nessa fase que a curiosidade pode ser transformada em uma forma de aprender que acompanha o aluno por toda a vida.

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Para Raquel Nazário, diretora regional da Maple Bear Brasília, a ciência na primeira infância tem menos a ver com conteúdo e mais com postura. “A criança é naturalmente uma pesquisadora. Ela investiga, testa, erra e tenta de novo. O papel da escola é manter essa curiosidade viva e dar a ela ferramentas para investigar com método”, afirma.

Investigar antes de memorizar

O aprendizado parte da experiência e da pergunta, e não da resposta pronta. As crianças devem ser incentivadas a levantar hipóteses, observar resultados e chegar às próprias conclusões, sempre em um ambiente que amplia as formas de expressar o que descobriram. “Quando a criança constrói o conhecimento, ela entende de verdade, em vez de apenas decorar”, reforça Raquel Nazário.

Situações cotidianas podem despertar o interesse das crianças pela ciência de forma natural (Imagem: Media_Photos | Shutterstock)

Formas de estimular o pensamento científico desde a infância 

A diretora lembra que estimular o pensamento científico não exige material caro nem grande estrutura, e que grande parte desse estímulo pode acontecer em casa, no dia a dia, com perguntas simples e atenção às descobertas das crianças.

A seguir, veja 5 atitudes que ajudam a estimular a curiosidade e o raciocínio investigativo na infância:

  1. Valorize as perguntas das crianças: em vez de entregar a resposta na hora, devolva com outra pergunta e investigue junto qual pode ser a explicação;
  2. Transforme o cotidiano em experimento: cozinhar, plantar e misturar materiais são oportunidades de observar reações e conversar sobre o que está acontecendo;
  3. Estimule a observação da natureza: olhar formigas, nuvens e plantas com calma desperta a atenção aos detalhes, base de qualquer descoberta científica;
  4. Incentive a tentativa e o erro: mostre que errar faz parte da pesquisa e que cada tentativa frustrada ensina algo sobre o próximo caminho;
  5. Conecte a ciência ao mundo real: relacione o que a criança aprende com situações do dia a dia para que o conhecimento ganhe sentido e fique na memória.

Para Raquel Nazário, formar pensadores científicos é também formar pessoas mais curiosas, críticas e preparadas para resolver problemas. “Não estamos formando só futuros cientistas. Estamos formando crianças que sabem perguntar, investigar e pensar por conta própria, e isso vale para qualquer área da vida”, conclui.

Por Karina Oliveira

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