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Eclipse lunar 'quase' total vai encobrir a Lua de quinta para sexta-feira; veja horários

Publicado em 25/08/2026, às 14h38
Registro de um eclipse lunar parcial com as manchas solares mais aparentes; foto foi feita pelo astrônomo amador Renato Poltronieiri - Renato Poltronieri / Divulgação

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Na noite de quinta-feira (27) para sexta-feira (28), espectadores de todo o Brasil poderão acompanhar um eclipse lunar parcial que vai encobrir quase toda a Lua com a sombra da Terra.

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O fenômeno começará ainda na quinta-feira, às 22h24, e seguirá pela madrugada. O momento em que a Lua estará mais escurecida será à 1h13 de sexta-feira (28).

Apesar de chegar muito perto de um eclipse total, ele será considerado parcial porque somente uma pequena parte da Lua continuará fora da chamada umbra, a região mais escura da sombra da Terra.

“O fenômeno vai obscurecer 96,2% da Lua, o que o torna visualmente quase um eclipse total”, explica a astrônoma Josina Oliveira do Nascimento, do Observatório Nacional (ON).

O eclipse poderá ser visto em todas as regiões do país, desde que as condições do tempo permitam, claro.

Entenda o que é um eclipse lunar

Durante um eclipse lunar, é a sombra da Terra que obscurece a Lua. O fenômeno acontece quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados, com a Terra posicionada entre os outros dois astros.

A sombra projetada pela Terra no espaço tem duas regiões: a penumbra, mais clara, e a umbra, mais escura. Quando a Lua passa apenas pela penumbra, ocorre um eclipse penumbral, normalmente mais difícil de perceber a olho nu.

Já no eclipse parcial, uma parte da Lua entra na umbra. No total, todo o disco lunar fica dentro dessa região mais escura. Na madrugada de sexta-feira, a Lua entrará profundamente na umbra, mas não por completo.

Por isso, durante o ponto máximo do fenômeno, será possível observar uma pequena faixa ainda iluminada e quase todo o restante do disco lunar coberto pela sombra da Terra.

Horário de início e de pico

O eclipse começará ainda na noite de quinta-feira (27) e terminará somente na madrugada de sexta-feira (28).

Veja os horários abaixo (no horário de Brasília):

A fase parcial, que é a mais facilmente perceptível, terá duração de aproximadamente 3 horas e 18 minutos.

Considerando também as etapas penumbrais, o eclipse completo se estende por cerca de 5 horas e 38 minutos.

Ou seja: se você quiser acompanhar o momento em que quase toda a Lua estará encoberta terá de olhar para o céu à 1h13 da próxima sexta-feira (28), e não na madrugada de quinta-feira.

Em estados com fusos diferentes do horário de Brasília, os horários precisam ser ajustados. Em áreas no fuso de uma hora a menos, por exemplo, o ponto máximo ocorrerá à 0h13.

A Lua vai ficar vermelha?

Como este não será um eclipse total, a Lua não ficará completamente avermelhada como ocorre na chamada “Lua de Sangue”.

Mesmo assim, a parte do disco lunar que estiver dentro da umbra poderá adquirir tons mais escuros, alaranjados ou avermelhados.

Isso acontece porque parte da luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre antes de chegar à Lua.

A luz azul se espalha com mais facilidade na atmosfera, enquanto comprimentos de onda mais longos, como os tons vermelhos e alaranjados, conseguem atravessá-la e alcançar a superfície lunar.

É o mesmo processo que ajuda a explicar os tons avermelhados do nascer e do pôr do Sol. A Nasa compara o fenômeno a todos os amanheceres e entardeceres da Terra sendo projetados sobre a Lua.

"É o mesmo fenômeno que torna o pôr do Sol vermelho. É como se a luz do Sol fosse filtrada pela nossa atmosfera e sobrasse esse vermelho que espalha a luz do Sol que incide sobre a Lua", diz Alessandra Abe Pacini, cientista do grupo de Física Espacial da Universidade do Colorado.

Como observar o eclipse?

Nenhum equipamento especial é necessário para observar o eclipse. O fenômeno poderá ser visto a olho nu e, ao contrário de um eclipse solar, não oferece risco à visão.

“Para ver o eclipse da Lua não é preciso nenhum aparato, basta olhar e contemplar pelo tempo que quiser”, afirma Josina.

Binóculos ou telescópios podem melhorar a visualização dos detalhes da superfície lunar e da região coberta pela sombra. O principal obstáculo será mesmo o tempo: nuvens podem impedir ou dificultar a observação.

O eclipse também será visível em outras partes da América, além de regiões da Europa e da África. No Brasil, porém, será possível acompanhar todas as fases do fenômeno, da entrada da Lua na penumbra até o fim do eclipse, já perto das 4h da manhã de sexta-feira.

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