Entenda como o estresse afeta o seu cérebro

Publicado em 18/06/2018, às 18h56

Redação


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O conceito darwiniano da evolução das espécies pressupõe que um estímulo contínuo, por tempo prolongado o suficiente, pode modificar as características de uma espécie ao longo dos séculos. Isto obviamente inclui também mudanças em nosso cérebro.

O que é menos conhecido, é como nossas atividades diárias individuais afetam nosso cérebro, e, portanto, nosso comportamento. Existe uma tendência em pensarmos que nosso cérebro é estático, que ele não se modifica depois de adulto, que ele não se regenera. Mas não é bem assim.

Síndromes modernas

As síndromes de estresse crônico e de esgotamento são epifenômenos de nossa sociedade moderna. Até há pouco, nosso conhecimento sobre seu efeito no cérebro era limitado. Hoje sabemos que elas induzem, em pouco tempo, alterações anatômicas em nosso cérebro, especialmente dentro do sistema límbico que comanda as emoções (aumento de uma estrutura chamada “amígdala”) e do sistema de planejamento (diminuição das conexões do córtex pré-frontal).

Estas alterações anatômicas estão intimamente relacionadas às alterações de comportamento e na capacidade de planejamento e execução vistos no estresse crônico e esgotamento.

A boa notícia é que já se comprovou em animais e no homem que tais alterações são reversíveis, desde que o estímulo cesse. Astronautas com mais de seis meses no espaço também tem alterações cerebrais específicas. Vamos ter que nos acostumar com o fato de que o que fazemos impacta diretamente em nosso cérebro.


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