Seu exame pode estar alterado sem que você esteja doente: medicamentos e suplementos podem interferir nos resultados

Publicado em 17/07/2026, às 12h12
Imagem Seu exame pode estar alterado sem que você esteja doente: medicamentos e suplementos podem interferir nos resultados

Por Assessoria

Resultados alterados em exames laboratoriais não necessariamente indicam doenças, pois podem ser influenciados por medicamentos, vitaminas e suplementos, conforme alerta o médico Djairo Araújo.

Erros comuns incluem a omissão de informações sobre suplementos e fitoterápicos, que podem alterar resultados, como a creatina elevando a creatinina sem indicar problemas renais.

Araújo enfatiza a importância de informar todos os produtos utilizados para uma interpretação precisa dos exames, evitando diagnósticos errôneos e investigações desnecessárias.

Resumo gerado por IA

Receber um exame com resultados alterados nem sempre significa que existe uma doença. Medicamentos, vitaminas, suplementos e hormônios podem modificar parâmetros laboratoriais e influenciar a interpretação dos exames, mesmo quando a saúde está em dia.

Segundo o médico Djairo Araújo, especialista em Nutrologia e Medicina Esportiva, um dos erros mais frequentes é o paciente informar apenas os medicamentos prescritos e esquecer de mencionar suplementos, fitoterápicos e vitaminas.

“Os exames laboratoriais nunca devem ser interpretados de forma isolada. Eles precisam ser avaliados junto com a história clínica, os sintomas e tudo o que o paciente utiliza no dia a dia. Muitas vezes, uma alteração é apenas o efeito esperado de um medicamento ou suplemento, e não um sinal de doença”, explica.

Entre os exemplos mais comuns está a creatina. O suplemento pode elevar os níveis de creatinina, exame frequentemente utilizado para avaliar a função dos rins, sem que isso represente lesão renal. Da mesma forma, a biotina, bastante utilizada para fortalecer cabelos e unhas, pode interferir em exames hormonais, especialmente os relacionados à tireoide.

Hormônios, como testosterona, anticoncepcionais e corticoides, também podem modificar exames de colesterol, glicemia, hemoglobina, hematócrito, enzimas hepáticas e hormônios sexuais. Já os medicamentos utilizados no tratamento da obesidade costumam promover melhora de parâmetros como glicemia, colesterol, resistência à insulina e gordura no fígado, refletindo a resposta ao tratamento.

Além disso, medicamentos de uso comum, como anti-inflamatórios, antibióticos, antidepressivos, anticonvulsivantes, diuréticos e remédios para pressão arterial, também podem alterar exames relacionados à função renal, função hepática, eletrólitos e perfil lipídico.

Para o especialista, a preparação para um exame vai além do jejum. Informar corretamente todos os medicamentos, suplementos e vitaminas utilizados é essencial para que o médico faça uma interpretação segura dos resultados.

“Na medicina, não tratamos apenas números. Tratamos pessoas. Por isso, conhecer tudo o que o paciente utiliza faz parte de um diagnóstico preciso e evita preocupações ou investigações desnecessárias”, conclui Djairo Araújo.

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