Estudo: 3ª dose da CoronaVac eleva proteção em idosos para 98% contra casos graves e mortes

Publicado em 30/03/2022, às 16h48
Carla Cleto / Ascom Sesau -

Ascom Butantan

Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Hong Kong mostrou que a dose de reforço da CoronaVac, vacina do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac, tem uma efetividade de 98% para proteger idosos contra casos graves e mortes por Covid-19, mesmo durante o surto da variante ômicron do SARS-CoV-2. Entre aqueles com mais de 80 anos, a terceira dose protegeu 96,6% contra o mesmo desfecho. O estudo foi publicado no dia 22/3 na plataforma de preprints MedRxiv.

LEIA TAMBÉM

Os cientistas analisaram dados de casos leves e moderados (5.474), casos graves (5.294) e mortes (4.093) relacionados à Covid-19, ocorridos entre dezembro de 2021 e março de 2022, e investigaram a eficácia de duas e três doses da CoronaVac e da Pfizer, os imunizantes mais utilizados em Hong Kong. Com duas doses, a CoronaVac protegeu 74% dos pacientes maiores de 60 anos contra doença grave e óbito, nível semelhante ao observado na Pfizer. A terceira dose da vacina do Butantan elevou essa proteção para 98%.

Em adultos mais jovens, entre 20 e 59 anos, a proteção com duas doses de CoronaVac contra casos graves foi de 91,7% e, contra mortes, 94%. Já com a dose de reforço, o imunizante preveniu a doença grave em 98,5% dos indivíduos (em relação à mortalidade após terceira dose, não foram obtidos dados suficientes para estimativa).

A ômicron fez a Covid-19 disparar em Hong Kong em janeiro, resultando em 649.454 casos confirmados e quase cinco mil mortes até meados de março. A cobertura vacinal, no entanto, ainda está abaixo do ideal, principalmente no grupo de idosos: 66% das pessoas na faixa etária de 70 a 79 anos e apenas 37% acima de 80 anos receberam as duas doses. Os níveis observados para a terceira dose são ainda mais baixos, com 30% e 10%, respectivamente.

“Nosso estudo ressalta que a terceira dose é importante e deve ser priorizada, principalmente para os idosos, pois fornece uma proteção adicional contra a forma grave da Covid-19”, afirmam os autores no artigo. Eles acrescentam que Hong Kong está reunindo esforços para ampliar a cobertura vacinal nesse público, estendendo o horário de funcionamento das clínicas de imunização e o envio de equipes de vacinação para casas de repouso, conjuntos habitacionais e para pessoas com mobilidade reduzida.

Os resultados de Hong Kong reforçam as descobertas de outros estudos de efetividade feitos no mundo, que comprovam que a CoronaVac garante a proteção de idosos.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

AGU derruba 18 grupos no Telegram após descoberta de esquema com documentos falsos Anvisa manda apreender produtos de marca United Labz que vendia tirzepatida e retatrutida no Brasil Anvisa aprova nova caneta emagrecedora à base de semaglutida Projeto cria regras para publicidade de anabolizantes e exige alertas sobre riscos à saúde