Ex-gerente de banco é condenada por golpe de R$ 234 mi em jogadores de futebol

Publicado em 03/12/2025, às 22h37
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Revista Monet

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A ex-gerente de banco Secil Erzan foi condenada a 102 anos de cadeia por administrar um fundo secreto fraudulento que lesou, entre outras pessoas, jogadores de futebol com passagem nas principais ligas europeias. O esquema criminoso de Secil, que movimentou cerca de R$ 234 milhões teve como epicentro a agência Florya do Denizbank, na Turquia, comandada pela hoje condenada.

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Secil foi considerada pelos crimes de fraude qualificada, falsificação de documentos especiais e abuso de confiança das mais de 30 vítimas listadas pelo processo. Os investidores eram atraídos por promessas de retornos altíssimos que nunca foram recebidos, já que o fundo oficialmente nunca existiu.

Entre as principais vítimas estão o ex-meio-campista Emre Belozoglu, que teve passagens pelo Newcastle e pela Inter de Milão; Arda Turan, ex-atacante do Atlético de Madrid e do Barcelona; o goleiro uruguaio Fernando Muslera, astro do Galatasaray e um dos jogadores estrangeiros mais premiados do futebol turco; e Selçuk Inan, ex-capitão do Galatasaray e um dos maiores ídolos do futebol turco.

De acordo com o processo, Secil recebia grandes remessas em dinheiro vivo, devolvendo para as vítimas documentos manuscritos ou carimbados como comprovante de seus supostos investimentos. O golpe, que se assemelha aos famosos esquemas de pirâmide, ruiu quando - como é comum nesses crimes - o "capital de giro" não foi suficiente para pagar os rendimentos. Ela foi denunciada e presa em abril de 2023, e o caso teve desfecho esta semana com sua condenação. Em sua defesa, a ex-gerente alegou que outras pessoas tentaram extorquir dinheiro dela e afirmou nunca ter usado a palavra "fundo", dizendo que havia entrado em uma espiral da qual não conseguia escapar.

A ré chorou enquanto negava ter ficado com o dinheiro de alguém, afirmando que havia registros para comprovar isso, e pediu justiça aos juízes, dizendo que não fugiria se fosse concedida a prisão domiciliar. Os magistrados, no entanto, não se comoveram com suas palavras e a condenaram a 102 anos e 4 meses de prisão e a pagar uma multa de cerca de 96 mil reais.

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