Ex-ministra do Reino Unido é encontrada morta em casa; polícia prende suspeito

Publicado em 10/07/2026, às 17h12
- Devon Live

Folhapress

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A política britânica Ann Widdecombe, que foi ministra do Emprego e, mais tarde, ministra de Prisões no governo do conservador John Major (1990-1997), foi encontrada morta em casa nesta quinta-feira (9). A polícia do Reino Unido prendeu na sexta (10) um homem suspeito de assassiná-la.

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O suposto criminoso, um homem branco de 26 anos de idade, foi preso no vilarejo de Newton Abbot, a cerca de 15 quilômetros de distância da casa de Widdecombe, na zona rural do sul da Inglaterra. De acordo com a polícia, não há informações que sugiram que a motivação do assassinato tenha sido política.

Os policiais também não deram detalhes sobre as circunstâncias do assassinato, dizendo apenas que atenderam um chamado na casa da ex-ministra, e a encontraram morta "devido a ferimentos graves". O local foi isolado e passa por investigação forense.

O primeiro-ministro, Keir Starmer, homenageou Widdecombe na sexta e a agradeceu por "sua dedicação e seus muitos anos servindo o povo".

O caso marca a terceira vez em que uma figura política importante é assassinada no país em dez anos: a parlamentar Jo Cox, do Partido Trabalhista, foi morta por um neonazista em 2016, e o político conservador David Amess foi esfaqueado por um homem que dizia fazer parte do Estado Islâmico.

Conhecida anteriormente por fazer parte da ala mais à direita do Partido Conservador britânico, Widdecombe, 78, havia recentemente se filiado ao partido de ultradireita Reform UK, onde cumpria a função de porta-voz para assuntos de imigração e Justiça. Esse cargo sinalizava que poderia ocupar o ministério da Justiça ou do Interior em um eventual governo Nigel Farage, líder do Reform UK.

Ao longo da carreira, Widdecombe se destacou por defender abertamente posições de direita com pouco apoio público no Reino Unido. Ela era contra a legalização do aborto, por exemplo, permitido no país desde 1967, e tinha um histórico de declarações homofóbicas -como quando disse em 2010, por exemplo, que casais homossexuais não deveriam aparecer na televisão.

Ela também já chamou mães solo de "maus exemplos" para crianças e disse ter se convertido ao catolicismo depois que a Igreja Anglicana passou a aceitar mulheres como sacerdotes. Ela fez parte da campanha a favor do brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia.

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