Extra Online
Lorna Hajdini, executiva do JPMorgan Chase, está processando o ex-funcionário do banco Chirayu Rana, que era seu subordinado, por difamação, acusando-o de ter inventado completamente as alegações de que ela o teria usado e abusado como seu "escravo sexual".
LEIA TAMBÉM
De acordo com o "NY Post", Lorna entrou com ação contra Rana na Suprema Corte do Estado de Nova York na terça-feira (19/5).
O processo alega que o profissional de finanças de 35 anos orquestrou uma campanha de acusações falsas que durou meses e destruiu sua carreira, prejudicou sua reputação e transformou sua vida em um espetáculo sensacionalista global, que ganhou destaque nas redes sociais no mês passado.
"A Sra. Lorna Hajdini nega categórica e inequivocamente todas e cada uma das alegações de conduta ilegal", diz o processo. "Essas alegações são totalmente falsas, maliciosas e fabricadas, e foram inventadas com o propósito indevido de enriquecimento pessoal às custas dos réus e de outros", prossegue o documento.
Segundo os advogados da executiva, Chirayu "espalhou mentiras de que a Sra. Hajdini era racista e predadora sexual" a fim de "extorquir milhões de dólares". O ex-funcionário do JPMorgan Chase recusou proposta de US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) para encerrar processo nos EUA. Ele exigia exigiu no mês passado US$ 20 milhões (R$ 100 milhões), de acordo com o "NY Post".
Lorna é acusada por Chirayu de drogar e forçar o ex-subordinado a repetidos encontros sexuais — alegações que a executiva o banco negam veementemente. O JPMorgan afirmou que sua investigação interna, na qual analisou e-mails, registros telefônicos e depoimentos de testemunhas, não encontrou provas de irregularidades. Segundo o banco, Lorna cooperou plenamente; Rana, não.
O caso é considerado inédito na Justiça de Nova York.
No primeiro processo do caso, Lorna, executiva da divisão de Financiamento Alavancado do JPMorgan, era acusada de coagir o funcionário júnior, que é casado, a praticar "atos sexuais não consensuais e humilhantes" durante meses, apesar de seus apelos para que ela parasse. A vítima alega que Lorna admitiu tê-lo drogado com Flunitrazepam, medicamento usado em golpes conhecidos como de "Boa noite, Cinderela", em diversas ocasiões.
"Se você não transar comigo logo, vou arruiná-lo. Nunca se esqueça, você me pertence", disse Lorna, de acordo com as alegações de Chirayu no processo.
No segundo processo, mais detalhes sobre o suposto comportamento predatório de Lorna surgiram. Numa ocasião, uma testemunha — que parece ser um amigo da família Rana — afirma que, quando estava hospedado em apartamento durante visita a Nova York, foi acordado por Lorna no meio da noite. Ele tentou voltar a dormir, mas a executiva, "completamente nua", o acordou. Lorna se sentou no sofá onde ele estava dormindo, acendeu um cigarro e começou a implorar para que ele "se juntasse a eles" no quarto, alega o documento.
LEIA MAIS