Cinco mergulhadores italianos foram encontrados mortos em uma caverna subaquática nas Maldivas, conhecida como 'caverna dos tubarões', após um mergulho que ultrapassou os limites de segurança estabelecidos para a região.
O grupo desapareceu em uma profundidade de cerca de 50 metros, enquanto o limite para mergulho recreativo é de 30 metros, levantando questões sobre o planejamento e a execução da atividade.
As autoridades locais suspenderam a licença do barco utilizado pelo grupo e iniciaram uma investigação para apurar as circunstâncias do mergulho, incluindo a análise de equipamentos e certificações dos mergulhadores.
O sistema de cavernas onde os corpos dos cinco mergulhadores italianos foram encontrados no atol de Vaavu, nas Maldivas, é conhecido localmente como "caverna dos tubarões".
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Imagens antigas do interior da caverna divulgadas nas redes sociais mostram mergulhadores usando lanternas subaquáticas para se movimentar pelos túneis estreitos e escuros. O vídeo é de uma expedição russa de 2014 que explora passagens do mesmo sistema de cavernas onde os mergulhadores morreram na semana passada.
Atol de Vaavu é considerado um dos locais mais complexos das Maldivas para mergulho. Isso porque reúne cavernas submarinas, túneis naturais, paredões profundos e canais estreitos chamados "kandu", atravessados por fortes correntes oceânicas. O local é chamado de "caverna dos tubarões" porque os animais o usam como local de descanso, segundo o jornal britânico The Mirror.
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Grupo desapareceu durante um mergulho que ''ultrapassava em muito os limites'', informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália. Finlandeses especialistas em mergulho em cavernas encontraram os corpos na seção mais interna do sistema de cavernas (Thinwana Kandu), a uma profundidade de cerca de 50 metros O limite para mergulho recreativo no local é de 30 metros.
Os corpos de dois italianos que morreram durante um mergulho nas Maldivas foram recuperados hoje, segundo o canal britânico BBC. Outros dois corpos ainda seguem presos em uma caverna subaquática.
Ontem, os corpos das quatro vítimas foram encontrados por uma equipe finlandesa especializada. As vítimas foram achadas dias após o corpo do primeiro mergulhador morto, Gianluca Benedetti ser retirado do local.
As vítimas estavam dentro da estrutura da caverna. A agência de notícias Associated Press informou que eles foram achados no terceiro e mais profundo segmento da formação submersa, e que a recuperação seria feita em uma operação planejada para os dois dias seguintes.
Um mergulhador militar das Maldivas morreu durante as buscas. Mohamed Mahudhee, sargento-mor das forças locais, passou mal após uma tentativa de resgate e morreu em decorrência de doença descompressiva.
Ainda não há conclusão oficial sobre o que provocou as mortes. As autoridades investigam fatores como a profundidade da imersão, as condições da caverna, o planejamento do mergulho e o uso dos cilindros.
Barco usado pelo grupo também entrou no foco da apuração. O Ministério do Turismo das Maldivas suspendeu por tempo indeterminado a licença do Duke of York, embarcação de onde partiu o mergulho, informou o Corriere della Sera.
A agência Albatros Top Boat nega ter autorizado um mergulho acima de 30 metros. A advogada Orietta Stella, representante da empresa, disse que a operadora não sabia que o grupo faria uma imersão mais profunda nem que entraria em uma caverna.
A investigação deve avaliar planos de mergulho, certificações, autorizações e equipamentos usados pelo grupo. Autoridades locais também apuram se os italianos desceram além do limite permitido e quais fatores contribuíram para as mortes.
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