Feridas nos pés ainda levam milhares de diabéticos à amputação; prevenção pode mudar esse cenário

Publicado em 23/07/2026, às 11h44
- Magnific

Assessoria

Uma pequena bolha, um corte aparentemente sem importância ou uma ferida que demora a cicatrizar podem representar um grande risco para quem convive com o diabetes. Quando não recebem o tratamento adequado, essas lesões podem evoluir para infecções graves e, em muitos casos, resultar na amputação de dedos, pés ou até mesmo de parte da perna.

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O problema, que ainda afeta milhares de brasileiros todos os anos, poderia ser reduzido com medidas simples de prevenção, diagnóstico precoce e acesso a cuidados especializados.

Segundo a enfermeira Renata Cristina, da Revita Cuidados, um dos principais desafios é que muitos pacientes demoram a procurar atendimento porque a ferida não causa dor ou parece pouco preocupante.

“O diabetes pode comprometer a sensibilidade dos pés, fazendo com que pequenos machucados passem despercebidos. Quando o paciente procura ajuda apenas em estágios mais avançados, o tratamento se torna mais complexo e o risco de amputação aumenta significativamente", explica Renata Cristina.

Além da perda de sensibilidade, o diabetes também pode comprometer a circulação sanguínea, dificultando a cicatrização e favorecendo infecções. Por isso, a avaliação diária dos pés, o uso de calçados adequados, o controle da glicemia e o acompanhamento regular com profissionais de saúde são medidas fundamentais para prevenir complicações.

A enfermeira Fabrícia Soares, também da Revita Cuidados, destaca que o tratamento especializado das feridas evoluiu significativamente nos últimos anos e hoje conta com recursos capazes de acelerar a cicatrização, reduzir a inflamação e proporcionar mais conforto ao paciente.

“Cada ferida precisa ser avaliada de forma individual. Atualmente dispomos de tecnologias, como a laserterapia, além de coberturas específicas e protocolos modernos de tratamento, que auxiliam no processo de cicatrização e no controle da dor. Quanto mais cedo esse cuidado é iniciado, maiores são as chances de evitar complicações graves e preservar a qualidade de vida do paciente", afirma Fabrícia Soares.

As especialistas alertam que sinais como vermelhidão, secreção, mau cheiro, escurecimento da pele, aumento da temperatura local ou qualquer ferida que permaneça aberta por vários dias merecem avaliação imediata. Esperar que a lesão cicatrize sozinha pode favorecer a progressão da infecção e comprometer tecidos mais profundos.

Outro ponto importante é evitar receitas caseiras ou a automedicação. Produtos inadequados podem irritar a pele, mascarar sinais de infecção e atrasar o tratamento correto. A orientação é procurar assistência especializada logo nos primeiros sinais de alteração.

Mais do que tratar uma lesão, o acompanhamento especializado busca preservar a mobilidade, a autonomia e a qualidade de vida do paciente. Em muitos casos, uma intervenção realizada nas primeiras semanas pode impedir que uma pequena ferida evolua para um quadro irreversível.

“A amputação não deve ser encarada como um desfecho inevitável do diabetes. Com informação, prevenção, acompanhamento e tratamento adequado, é possível reduzir significativamente esse risco. O paciente precisa entender que qualquer alteração nos pés merece atenção desde o início", concluem Renata Cristina e Fabrícia Soares.

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