Nem atum nem pescada: o peixe rico em proteínas que ajuda a equilibrar o colesterol e a saúde cerebral

Publicado em 22/07/2026, às 17h54
Foto: Reprodução/Magnific
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Por La Nacion

A cavala, peixe abundante no Oceano Atlântico e no Mar Mediterrâneo, é uma fonte rica em nutrientes e proteínas de alto valor biológico, contribuindo para a saúde cardiovascular e imunológica. Sua popularidade está crescendo, especialmente em países como Dinamarca e Japão, onde é amplamente pescada e comercializada.

Com um tamanho que varia entre 25 e 45 centímetros, a cavala é valorizada por seus altos níveis de ácidos graxos ômega-3, como DHA e EPA, que são essenciais para a saúde do coração e do cérebro. Apesar de ser menos consumida na América Latina em comparação ao atum, especialistas destacam a necessidade de valorizá-la mais na dieta.

A Associação Americana do Coração recomenda o consumo de peixes gordos, como a cavala, pelo menos duas vezes por semana, devido aos benefícios comprovados na redução da pressão arterial e colesterol. Além disso, a cavala é uma excelente fonte de vitamina D, cobre e selênio, nutrientes importantes para a saúde óssea e imunológica.

Resumo gerado por IA

A cavala é um dos peixes mais ricos em nutrientes e, ao mesmo tempo, uma das opções de carne mais acessíveis. Abundante no Oceano Atlântico e no Mar Mediterrâneo, destaca-se por fornecer proteínas de alto valor biológico, gorduras saudáveis, vitaminas e minerais como iodo, selênio e cobre, explica Yael Hasbani, coach de saúde especializada em inflamação. Graças aos seus compostos, pode contribuir para a saúde cardiovascular, óssea, imunológica e do sistema nervoso.

É um tipo de peixe com características únicas. Por exemplo, pertence à família Scombridae — peixes de tamanho médio com corpos alongados e fusiformes e focinhos pontiagudos — abundantes no Oceano Atlântico e no Mar Mediterrâneo, onde são intensamente pescados. Distingue-se pelo dorso verde-azulado com faixas pretas e pela barriga branca.

Mede entre 25 e 45 centímetros, embora alguns exemplares possam pesar até 4 quilos. A qualidade da sua carne é muito apreciada, tornando-o uma das espécies mais pescadas e comercializadas internacionalmente. Dinamarca, Países Baixos, Japão, China e Noruega são os principais produtores e exportadores, segundo informações da World Integrated Trade Solution (WITS).

Qual a melhor maneira de consumi-la? Hasbani destaca que, idealmente, deve ser fresca.

— Podemos cozinhá-la em papillote, embrulhada em papel alumínio ou papel manteiga, ou grelhá-la, embora cavala fresca não seja tão fácil de encontrar na Argentina — explica.

Quanto à cavala enlatada, o formato mais comum no país, ela sugere escolher latas conservadas no próprio caldo ou azeite e, em seguida, escorrer o excesso. Após escorrida, pode ser adicionada a sanduíches, saladas, torradas e tortas, por exemplo.

Benefícios do consumo de cavala

Embora o consumo de cavala não seja tão difundido na América Latina quanto o de atum, Hasbani argumenta que é um peixe que precisamos valorizar mais. Essa afirmação se justifica pelos altos níveis de ácido docosahexaenoico (DHA) e ácido eicosapentaenoico (EPA) encontrados na cavala.

Esses são dois tipos essenciais de ácidos graxos ômega-3 que ajudam a reduzir a inflamação, proteger o coração e manter o cérebro saudável. É importante ressaltar também que os seres humanos não conseguem sintetizar esses ácidos graxos e precisam obtê-los por meio da alimentação.

A Associação Americana do Coração (AHA), por exemplo, recomenda o consumo de pelo menos duas porções de peixes gordos, como a cavala, por semana. E há um motivo para essa recomendação: diversos estudos demonstraram que pessoas que consomem cavala regularmente apresentam pressão arterial e níveis de colesterol mais baixos.

Dentre seus muitos nutrientes, Hasbani destaca um essencial: a vitamina D. Ele explica que sua ingestão é fundamental para fortalecer e manter a saúde óssea, pois beneficia o esqueleto, os ossos e as articulações, aumentando a absorção de cálcio. Além disso, ele ressalta que ela desempenha um papel vital no bom funcionamento do sistema imunológico.

A cavala fornece cobre e selênio, minerais necessários para manter a densidade óssea, segundo o site médico WebMD.

É um alimento proteico: cerca de 150 gramas de cavala fornecem entre 28 e 30 gramas de proteína – moléculas essenciais que atuam como blocos de construção do corpo, ajudando a formar, reparar e manter tecidos como músculos, pele, órgãos e ossos – afirma o profissional.

Diversos estudos sugerem que uma maior ingestão de peixes gordos como este, ricos em ácidos graxos ômega-3 EPA e DHA, está associada a um melhor desempenho em algumas funções cognitivas e pode contribuir para a preservação da memória e da saúde cerebral durante o envelhecimento.

Em relação a este último ponto, a Fundação Espanhola de Nutrição (FEN) destaca que a cavala é uma fonte de riboflavina (vitamina B2), que contribui para o funcionamento normal do sistema nervoso.

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