Governo de São Paulo investiga caso suspeito de ebola em paciente

Publicado em 30/05/2026, às 13h08
Surto de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda - Arquivo/Avener Prado/Folhapress

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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), notificou que acompanha um caso suspeito de ebola em São Paulo neste sábado (30).

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O paciente em questão é um homem de 37 anos, natural da República Democrática do Congo, que fez uma visita recente ao país, onde o vírus ainda circula. Ele apresentou sintomas típicos da ebola, a exemplo da febre.

Ele está internado em estado grave em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Ainda não há confirmação laboratorial da doença. Por ora, a investigação é considerada preventiva.

A transmissão do ebola se dá por meio do contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas portadoras da doença. O infectado só transmite o vírus na fase aguda, com apresentação de sintomas severos.

Na última semana, a CDD atualizou uma nota com orientações à rede de saúde sobre o surto de doença pelo vírus ebola, da cepa Bundibugyo. O documento aponta, entre outros fatores, a importância do isolamento nesse tipo de caso.

Em São Paulo, casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao CVE, informa a Secretaria de Estado da Saúde.

Em 2014, a ebola foi declarada uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, sendo que a doença chegou até a capital paulista. No entanto, não foram registrados casos de transmissão autóctones (ou seja, nativas) do vírus na América do Sul.

Alguns dos sintomas da ebola envolvem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal, indica a Secretaria. "O maior risco está associado ao contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença", diz a nota publicada por ela.

Segundo apurações da TV Globo, pessoas que estão envolvidas no caso apontam que os sintomas são parecidos também com outras doenças que provocam febre, como malária. Agora, são realizados exames laboratoriais para confirmar ou descartar outras doenças, além do sequenciamento específico para verificar se há infecção pelo vírus ebola. Esse processo pode levar até duas semanas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, no surto atual de ebola na República Democrática do Congo e Uganda, são 18 mortes confirmadas em 134 casos confirmados, com uma taxa de 13% de mortalidade. Esse número está bem abaixo da média histórica. Outras 223 mortes e 906 casos estão em investigação.



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