"Grande número de contratantes": delegada fala sobre animador de festas preso por exploração sexual

Publicado em 16/04/2026, às 10h22 - Atualizado às 11h35
Delegada Talita Aquino - Reprodução/TV Pajuçara

Redação

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A delegada Talita Aquino, que está à frente das investigações dos casos de exploração sexual infantil e estupro de vulnerável, que envolvem um animador de festas, concedeu entrevista coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira (16). Ela destacou que o homem de 41 anos tinha o acesso facilitado às crianças por trabalhar no ramo de recreação infantil, como também era conhecido do público pois tinha um número considerável de contratantes.

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"O que torna a situação preocupante é o fato de que, por ser animador de festas infantis, ele tinha um acesso muito facilitado a um número indeterminado de crianças. E era uma pessoa que tinha um relativo conhecimento no ramo. Era contratado por diversas pessoas para fazer animações do evento, e pode ser que durante a festa ele fez algumas vítimas", disse.

"Nós vamos averiguar os aparelhos apreendidos para saber se houve outro crime de mesma natureza, assim como a denúncia de estupro de vulnerável", acrescentou.

A polícia ainda não interrogou o investigado. Ele segue preso preventivamente sob acusação de estupro de vulnerável, armazenamento de pornografia infantil e compartilhamento de pornografia infantil.

"Nós identificados a sobrinha dele, e vamos averiguar a possibilidade de identificar as vítimas que constam nas imagens", concluiu a delegada.

"Cumprimento indevido de mandado", diz delegada

A delegada também afirmou que a execução de um mandado pela Polícia Militar, na segunda-feira (13), contra o animador, pode ter comprometido o andamento da investigação. Segundo ela, a Polícia Civil pretendia realizar, de forma simultânea, um mandado de busca e apreensão contra outro investigado.

Gostaria de esclarecer que essa investigação foi fruto exclusivo de um trabalho da Polícia Civil. Nós já vínhamos investigando esse animador de festas infantis e houve acesso, pela Polícia Militar, a esse mandado e usurpou nas atribuições investigativas da Polícia Civil. Houve o cumprimento indevido deste mandado de prisão, o que comprometeu a continuação da investigação", falou.

O mandado de busca e apreensão contra o outro investigado foi cumprido nesta quinta-feira (16). No entanto, segundo a delegada, a perícia constatou que arquivos de imagens e vídeos haviam sido apagados dos aparelhos eletrônicos.

"Infelizmente foi constatado pela perícia que foram apagadas imagens e vídeos desses aparelhos, pois ele já tinha conhecimento de que era investigado", concluiu.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar. A matéria será atualizada caso haja retorno.

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