Um animador de festas infantis, de 41 anos, foi preso em Maceió suspeito de armazenar e compartilhar material de abuso sexual infantojuvenil. Um profissional da área da saúde, de 35 anos, também é investigado por ter recebido o conteúdo.
Segundo as investigações, o animador teria feito o upload de 13 arquivos nas redes sociais entre 2015 e 2024 e compartilhado o material com outras pessoas. O caso veio à tona após denúncia feita a um órgão internacional, sendo repassado à Polícia Federal e, depois, à Polícia Civil.
De acordo com a polícia, houve troca de mensagens entre os investigados antes e depois do envio do material. O profissional da saúde não foi preso, já que o crime atribuído a ele não atende aos critérios legais para prisão preventiva.
O inquérito apura crimes como estupro de vulnerável, além de armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil. As investigações seguem em andamento e estão sob segredo de Justiça.
Assim como o animador de festas de 41 anos, preso por exploração sexual infantil no bairro Antares, em Maceió, um outro homem, um profissional da área da saúde, de 35, também é investigado pela polícia pelo mesmo tipo de crime.
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Segundo o que foi apurado até o momento, o animador teria feito o upload de 13 arquivos com conteúdo de abuso sexual infantojuvenil nas redes sociais, nos anos de 2015, 2018 e 2024, além de ter compartilhado o material com outras pessoas, incluindo o profissional de saúde.
O caso passou a ser investigado após ser comunicado ao National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC, Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas, em tradução livre), nos Estados Unidos, a partir de uma denúncia feita por um provedor de internet.
O material foi encaminhado à Polícia Federal (PF) e, depois, repassado à Polícia Civil (PC), já que a investigação envolve crime de competência estadual.
A seguir, o TNH1 lista tudo o que se sabe sobre o caso:
Quem são os investigados?
O primeiro investigado é o animador, que atuava como recreador em eventos voltados ao público infantil, como festas. Ele mantém uma rede social com mais de 11 mil seguidores.
O outro é um profissional de saúde, que trabalha como auxiliar de farmácia, apontado como um dos que receberam o material envolvendo menores. Uma terceira pessoa, que também teria recebido o conteúdo, ainda não foi identificada.
Segundo a polícia, houve intenção no envio e no recebimento do material, com diálogo entre o animador e o profissional de saúde antes e depois do compartilhamento.
Qual a situação dos investigados?
A prisão preventiva do animador foi cumprida na manhã de segunda-feira (13), após pedido da Polícia Civil. O mandado foi expedido pela 14ª Vara Criminal da Capital.
A prisão do profissional de saúde não foi solicitada, já que o crime pelo qual ele é investigado prevê pena máxima de até quatro anos, o que não atende aos critérios legais.
Por quais crimes são investigados?
O inquérito apura os crimes de armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infantil.
O animador também é investigado por suspeita de estupro de vulnerável contra uma sobrinha que, à época, tinha menos de 10 anos.
O que foi encontrado na casa do animador?
Durante ocumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais apreenderam um notebook e um celular na residência do investigado.
Audiência de custódia
Na audiência de custódia, realizada na terça-feira (14), a Justiça homologou a prisão do animador. Na decisão, entendeu que estavam presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão e determinou o encaminhamento ao sistema prisional.
Como estão as investigações?
As investigações, que tramitam em segredo de Justiça, seguem em andamento para reunir elementos que auxiliem na conclusão do caso e na identificação de eventuais vítimas.
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