☰
✕

Grávida percorre mais de 800 km para filho ser operado ainda no útero após diagnóstico de espinha bífida

Publicado em 26/10/2026, às 14h31
- Foto: People/Reprodução

Revista Crescer

Ler resumo da notícia

A descoberta de uma condição de saúde no filho ainda durante a gestação mudou os planos de Tanner Davis, de 29 anos. Grávida do seu segundo filho, Bo, a norte-americana recebeu o diagnóstico de espinha bífida durante o ultrassom morfológico, realizado por volta da 20ª semana de gravidez, e que mudou os rumos da família.

LEIA TAMBÉM

Com o diagnóstico, Tanner e o marido, Chris, decidiram se mudar do Kentucky para a Flórida, nos Estados Unidos, a mais de 800 quilômetros de distância, em busca de uma cirurgia que poderia melhorar o prognóstico do bebê.

A espinha bífida é uma malformação congênita em que a coluna vertebral e as estruturas que protegem a medula espinhal não se desenvolvem ou não se fecham completamente. A condição pode provocar diferentes complicações, incluindo dificuldades motoras e alterações neurológicas. Em alguns casos, a cirurgia ainda durante a gestação pode reduzir o risco de determinadas complicações em comparação com o procedimento realizado após o nascimento.

"Assim que descobrimos a espinha bífida do meu filho, tudo mudou. Eu sabia que, independentemente do diagnóstico, Bo seria amado e cuidado incondicionalmente", contou Tanner à revista People.

A família deixou tudo para trás em busca de tratamento

Depois de pesquisar as possibilidades de tratamento, Tanner e Chris descobriram que havia equipes especializadas em cirurgia fetal na Flórida. Os médicos Samer Elbabaa e Cole Greves, do hospital Orlando Health, foram os profissionais escolhidos para acompanhar o caso de Bo.

A decisão de se mudar não foi simples. O casal precisou deixar para trás familiares, amigos e a rede de apoio que tinha no Kentucky. "Sabíamos que devíamos ao nosso filho encontrar os melhores médicos do mundo para tratá-lo. A decisão nunca foi fácil, mas todos na nossa família apoiaram-nos muito e queriam o melhor para o pequeno Bo", afirmou a mãe.

A família se estabeleceu na região de The Villages, na Flórida, onde os pais de Tanner vivem. Segundo a mãe, o primeiro encontro com os médicos ajudou a trazer mais esperança em meio às incertezas.

Durante a consulta, a equipe médica abraçou os pais e acolheu o filho e a família. "Foi muito diferente das minhas consultas anteriores com outros médicos, que só se concentravam nas anormalidades e em tudo o que o Bo não seria capaz de fazer. Essa consulta foi como uma oração sendo atendida", disse Tanner.

O procedimento, realizado ainda durante a gravidez com acompanhamento da equipe especializada, foi bem-sucedido.

Hoje, mais de um ano depois, a família celebra os avanços de Bo. Segundo a mãe, o menino está engatinhando, ficando em pé e começando a dar os primeiros passos. Atualmente, Bo também não precisa de dispositivos de assistência ou de outras intervenções. "Ele está vivendo uma vida que parece muito normal", disse a mãe.

Os sonhos que, no momento do diagnóstico, desapareceram diante das dificuldades, agora voltam a reaparecer para a família. "Ao ver o Bo ficar de pé e dar seus primeiros passos, somos lembrados todos os dias de quão resiliente e determinado ele é. Queremos incentivá-lo a perseguir seus sonhos, sejam eles quais forem, e nunca subestimar o que ele é capaz de fazer", disse Tanner.

O aniversário de um ano de Bo, em novembro, está se aproximando e a família já sabe como vai celebrar a data. Nascido em uma família de torcedores fanáticos do time de futebol americano da Universidade de Notre Dame, o Fighting Irish, o menino comemorará seu primeiro aniversário abrindo presentes, saboreando um bolo e torcendo pelo time durante o jogo do fim de semana.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Prestador de serviços da CIA é preso após vazar informações secretas para namorada Imprensa internacional destaca extensão da votação no Brasil Milão tem clima tenso entre fiscais dos partidos Funcionária de centro de boliche é morta por máquina de reposição de pinos