A decisão do ministro do STF, Cristiano Zanin, de estender a votação do segundo turno das eleições brasileiras até as 19h gerou preocupação na Justiça Eleitoral sobre a confiança no sistema, especialmente após ataques de apoiadores de Jair Bolsonaro.
A prorrogação foi motivada por reclamações sobre problemas no transporte público em várias cidades, com algumas seções já encerrando a votação quando a nova hora foi anunciada, o que causou confusão entre mesários e eleitores.
A extensão da votação foi solicitada pela campanha do presidente Lula e resultou em cobertura em tempo real de pelo menos cinco grandes veículos internacionais, refletindo a atenção global sobre a situação eleitoral no Brasil.
A imprensa internacional repercutiu na noite deste domingo (25) a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin de estender até as 19h a votação do segundo turno das eleições brasileiras.
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O jornal The New York Times afirmou que há preocupação na Justiça Eleitoral de que a "confusão que tomou conta da votação possa abalar a confiança no sistema eleitoral", que já foi alvo de ataques de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), pai do candidato Flávio Bolsonaro (PL). O jornal destacou que algumas seções já haviam encerrado a votação quando o horário foi repentinamente ampliado.
O britânico Financial Times, que às 18h50 havia elevado o assunto à principal notícia de seu site, ressaltou que a prorrogação ocorreu após reclamações sobre problemas no transporte público e quando a contagem já estava em andamento.
Os veículos ressaltaram que a extensão veio após pedido da campanha do presidente Lula (PT), por causa das falhas no transporte público apontadas em diversas cidades.
Ao menos cinco grandes veículos internacionais mantêm cobertura da eleição brasileira em tempo real neste domingo: The Guardian, Le Monde, El País, Financial Times e New York Times.
O Los Angeles Times reproduziu reportagem da agência Associated Press, destacando a confusão dos mesários. "Em Brasília, voluntários que supervisionavam a apuração em uma escola discutiram se precisariam permanecer no local após o anúncio da extensão da votação. A maioria, porém, deixou o local 15 a 20 minutos depois do encerramento das urnas, após transmitir as informações da apuração às autoridades eleitorais", diz o texto.
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