Grêmio é único da Série A com mesmo técnico em três temporadas

Publicado em 11/10/2019, às 13h08
Técnico Renato Gaúcho | Pei Fon / TNH1 -

Folhapress

Em setembro de 2016, Renato Gaúcho encerrava um hiato de mais de dois anos sem trabalhar para assumir o Grêmio. Passados três anos, ele é o treinador mais longevo na elite do futebol brasileiro, enquanto 14 dos 20 clubes da Série A já trocaram de comando durante o Campeonato Brasileiro, incluindo o líder Flamengo, um dos recordistas em trocas, com sete técnicos em três anos.

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Renato substituiu Roger Machado no comando do Grêmio e iniciou uma série de conquistas, com a Copa do Brasil de 2016, a Libertadores de 2017 e o bicampeonato estadual em 2018 e 2019. Além disso, está em sua terceira semifinal seguida na maior competição sul-americana, na qual enfrenta justamente o Flamengo, de Jorge Jesus, no próximo dia 23, no Maracanã, por uma vaga na final, após o empate em 1 a 1 no primeiro jogo em Porto Alegre.

Se o Grêmio não muda de treinador, o Flamengo está entre os que mais tiveram técnicos diferentes nos últimos três anos. Líder do Campeonato Brasileiro com Jorge Jesus, o clube rubro-negro foi comandado desde 2017 pelos técnicos Zé Ricardo, Reinaldo Rueda, Paulo César Carpegiani, Maurício Barbieri, Dorival Júnior e Abel Braga.

A rotatividade do Flamengo é alcançada apenas por Ceará, Chapecoense e Goiás, que também tiveram sete treinadores diferentes desde 2017, marca que o Botafogo também alcançará ao efetivar um substituto para Eduardo Barroca, demitido na última semana.

Além do Grêmio, o clube que mantinha o mesmo treinador de forma ininterrupta por mais tempo era justamente o rival Internacional, que demitiu ontem o técnico Odair Hellmann depois de um ano e dez meses no cargo. Os demais times que menos treinadores tiveram desde 2017 são Avaí, Corinthians e Cruzeiro, todos com três nomes durante o período, assim como o Internacional.

Apenas seis técnicos iniciaram o Brasileirão e seguem no comando de seus clubes. Além de Renato, este é o caso de Jorge Sampaoli, no Santos, Fabio Carille, no Corinthians, Roger Machado, no Bahia, Tiago Nunes, no Athletico, e Rodrigo Santana, no Atlético-MG.

Há clubes que recorrem mais de uma vez ao mesmo treinador, casos de Rogério Ceni, que saiu do Fortaleza para o Cruzeiro e retornou ao clube cearense em algumas semanas, além de Ney Franco, que saiu do Goiás em 2018 e retornou este ano. Algo que o Corinthians já havia feito com Fábio Carille e o Bahia, com Guto Ferreira.

No geral, há mais clubes entre os que mais trocam. Rodrigo Santana é o sexto nome do Atlético-MG em três temporadas, assim como Roger Machado no Bahia, Rogério Ceni no Fortaleza, Mano Menezes no Palmeiras, Fernando Diniz no São Paulo e Vanderlei Luxemburgo no Vasco.

O Santos teve outros quatro treinadores efetivos antes de Jorge Sampaoli, mesma situação do CSA de Argel Fucks, do Athletico de Tiago Nunes, e do Fluminense, que decidiu efetivar Marcão após demitir Oswaldo de Oliveira.

Faltando ainda 14 rodadas até o fim do Campeonato Brasileiro, o número de trocas de técnicos está longe de se estabilizar. Enquanto isso, Renato segue intacto no Grêmio, que pretende prorrogar o vínculo, previsto para se encerrar ao final da temporada.

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