Flávio Gomes de Barros
O fato político do final de semana em Alagoas foi o anúncio do senador Renan Calheiros Filho (MDB), pré-candidato a governador, de que passou a ter o apoio do deputado estadual Antônio Albuquerque (Republicanos) à sua campanha.
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É um fato relevante, porque o parlamentar, ex-presidente da Assembleia Legislativa, é uma das principais lideranças do interior do Estado e fazia parte do grupo de João Henrique Caldas (PSDB), ex-prefeito de Maceió e pré-candidato ao governo.
Além das suas bases em vários municípios, Antônio Albuquerque leva consigo os filhos Nivaldo Albuquerque, ex-deputado federal, e Arthur Albuquerque, presidente estadual do Republicanos.
São novas defecções que sofre o grupo de JHC, após o afastamento do deputado federal Arthur Lira (PP), pré-candidato a senador, e do esfriamento na relação com o deutado federa Alfredo Gaspar (PL), outro pré-candidato a senador, e com prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa.
Antes disso, dias antes de renunciar ao cargo, no início de abril, o ex-prefeito perdeu boa parte dos vereadores de Maceió ao deixar o PL para se filiar ao PSDB.
Liderando as pesquisas de intenção de voto para governador desde quando estava no comando da prefeitura, JHC teve um pico de aprovação quando renunciou e passou a investir no interior, mas aos poucos foi se isolando politicamente, perdendo espaços e apoios significativos.
Por sua vez, Renan Filho se afastou do Ministério dos Transportes também em abril e de lá pra cá se dedicou integralmente à sua pré-campanha ao governo, marcando presença constante no Estado e ampliando reforços à sua candidatura.
Independentemente de pesquisas, o sentimento atual, dentre analistas, é de que o favoritismo de JHC já não existe mais.
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